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Dino derruba censura e libera reportagem sobre Dallagnol

Ministro Flávio Dino derruba censura do TRE-PR e libera reportagem sobre inelegibilidade de Deltan Dallagnol; suspende multa e rejeita censura prévia

O ex-deputado Deltan Dallagnol é filiado ao Novo e deve concorrer ao Senado pelo Paraná
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  • O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou a liminar da Justiça Eleitoral do Paraná que proibia um portal local de divulgar que Deltan Dallagnol está inelegível por oito anos.
  • A censura havia sido requisitada pelo Partido Novo, que alegava propaganda eleitoral negativa antecipada.
  • O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia determinado a retirada da reportagem e a proibição de novas publicações sobre o tema.
  • Dino liberou a reportagem, mas rejeitou a alegação de assédio judicial, afirmando que apenas a multiplicidade de ações não configura ofensiva judicial.
  • O ministro suspendeu ainda a multa imposta pelo TRE do Paraná; Dallagnol perdeu o mandato em 2022 por irregularidades na campanha, e o caso tramita em recursos, com o Novo cotando o nome dele para o Senado.

O ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a liminar da Justiça Eleitoral do Paraná que havia determinado a retirada de uma reportagem sobre a inelegibilidade de Deltan Dallagnol. A decisão liberou a publicação e manteve o acesso ao conteúdo. A censura havia sido acionada pelo Partido Novo, em defesa da candidatura de Dallagnol.

O TRE-PR havia ordenado que o portal da jornalista Mareli Martins retirasse a matéria e impedisse novas publicações sobre o tema. Dino manteve o afastamento da censura, mas criticou o argumento de que o veículo seria vítima de assédio judicial por parte do Novo.

No texto, o ministro destacou que a mera multiplicidade de ações judiciais não configura, por si, assédio judicial. Ele, porém, afirmou que a retirada do conteúdo sem demonstração de ilicitude configura censura prévia e é vedada pela Constituição. Também foi suspensa a multa imposta pelo TRE-PR.

Deltan Dallagnol perdeu o mandato e foi considerado inelegível por oito anos devido a irregularidades na campanha de 2022, cassadas pela Justiça Eleitoral. O caso está em recursos. O Novo tem indicativo de lançar o ex-procurador ao Senado.

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