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PF investiga juiz e deputado do PL por suspeita de venda de sentença em MT

Operação Gemini investiga venda de sentenças no TJMT; desembargador afastado e deputado são suspeitos de propina e lavagem de dinheiro, com movimentação de R$ 3,2 milhões

Desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso
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  • A Polícia Federal deflagrou a operação Gemini em Mato Grosso, com buscas, apreensões e quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático.
  • O alvo principal é o desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, suspeito de venda de sentenças; ele já estava afastado desde março.
  • O deputado estadual e advogado Faissal Calil Filho (PL) é apontado como operador do magistrado.
  • A investigação utiliza dados de celulares apreendidos, além de relatórios do Coaf e do Conselho Nacional de Justiça, para sustentar as suspeitas.
  • A apuração aponta recebimento de propina, pagamento de gastos de familiares do magistrado e lavagem de dinheiro por meio de transações imobiliárias simuladas; foram movimentados cerca de R$ 3,2 milhões em saques e depósitos.

A Polícia Federal realiza buscas em endereços do desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sob suspeita de venda de sentenças. Ele já estava afastado do cargo desde março. A ação envolve também um deputado estadual e advogado apontado como operador do magistrado.

Faissal Calil Filho, deputado estadual pelo PL, é alvo da operação, suspeito de atuar junto ao desembargador. A investigação usa mandados de busca e apreensão, além de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, conforme a PF.

A operação Gemini apura recebimentos de propina e uso de recursos para quitar gastos da família do magistrado. Também aponta lavagem de dinheiro por meio de triangulação de transações imobiliárias simuladas com terceiros, com movimentação estimada em cerca de R$ 3,2 milhões. Dados têm origem em empresas do agronegócio com processos no TJ-MT, apurou o UOL.

Investigação e desdobramentos

A apuração teve início com a análise de celulares apreendidos em operações anteriores, bem como relatórios do Coaf e dados do CNJ. A PF não informou o número exato de mandados nem os locais exatos das diligências, apenas que seguem em andamento.

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