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Fux defende ativismo: STF não tem prerrogativa de não decidir

Fux afirma que STF atua ao ser provocado, não tem prerrogativa de não decidir, destacando impacto da insegurança jurídica na economia

Ministro antecipou voto após decano travar as duas ações por até 90 dias. Ainda devem votar Nunes Marques e Toffoli. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • Fux participou do 16º Simpósio de Direito Constitucional, em Curitiba, defendendo o ativismo judicial e afirmando que o STF não tem prerrogativa de não decidir.
  • Disse que o STF decide sobre políticas públicas porque é provocado a julgar, e que a jurisdição constitucional não pode agir sem provocação nem sem partes interessadas.
  • Observou que críticas ignoram o funcionamento do sistema constitucional e o fato de haver demanda por parte de outros Poderes, ligando o fenômeno à expansão normativa da Constituição de mil novecentos e oitenta e oito.
  • Enfatizou que a principal função do Judiciário é assegurar direitos e pacificar conflitos, ressaltando que a segurança jurídica é essencial para o desenvolvimento econômico.
  • Citou a Lei da Ficha Limpa como exemplo de atuação do STF em temas de grande repercussão social, lembrando que a lei nasceu de iniciativa popular com mais de 1,6 milhão de assinaturas.

Durante o 16º Simpósio de Direito Constitucional, em Curitiba, o ministro do STF Luiz Fux defendeu o ativismo judicial como resposta a provocações para decidir ideias em políticas públicas. Ele afirmou que a Corte não pode recusar julgar casos submetidos a ela e que a atuação depende de provocação.

Fux ressaltou que críticas ao ativismo muitas vezes desconsideram o funcionamento do sistema constitucional brasileiro e o papel de demandas que chegam ao Judiciário por omissões de outros Poderes. A ampliação de direitos pela Constituição de 1988 também foi citada como fator dessa judicialização.

O ministro explicou ainda que o princípio da separação dos Poderes visa evitar concentração de poder, exigindo uma Constituição que delimite competências. Segundo ele, a missão do Judiciário inclui assegurar direitos e pacificar conflitos.

A segurança jurídica foi apresentada como pilar para o desenvolvimento econômico. Fux afirmou que a falta de previsibilidade institucional e omissões legislativas afetam o ambiente de negócios e afastam investimentos.

Como exemplo de atuação do Supremo em temas de grande repercussão, o ministro citou a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. A norma teve origem em iniciativa popular com mais de 1,6 milhão de assinaturas, segundo ele, e a decisão considerou interesse social e moralidade eleitoral.

Fux comentou que a ampliação de direitos tornou questões administrativas passíveis de apreciação judicial devido à complexidade de problemas públicos, como o sistema penitenciário, que muitas vezes requer soluções que o Executivo não oferece.

Em outro trecho, o ministro afirmou que, mesmo discordando de decisões da Corte, não deixa de defender a instituição. A ampliação da judicialização, segundo ele, reflete também a desilusão de parte da população com instituições públicas.

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