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CNJ afasta desembargador do TJMT por suspeita de venda de sentenças

CNJ afasta desembargador do TJMT por indícios de venda de sentenças; movimentação patrimonial de R$ 14,6 milhões e diligências da Polícia Federal seguem em curso

Sede do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. (Foto: Arquivo/TJMT)
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  • A Corregedoria Nacional de Justiça afastou cautelarmente o desembargador Dirceu dos Santos, da 3ª Câmara de Direito Privado do TJMT, por suspeita de venda de sentenças.
  • Investigações indicam que decisões teriam sido proferidas mediante possível recebimento de vantagens, com intermediação de terceiros, incluindo empresários e advogados.
  • Quebra de sigilos apontou movimentação patrimonial de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos, considerada incompatible com rendimentos declarados.
  • Variação patrimonial a descoberto ocorreu especialmente entre 2021 e 2023, com R$ 1,9 milhão de diferença em 2023 entre incremento patrimonial e rendimentos lícitos.
  • Diligências, com apoio da Polícia Federal, incluem aquisição de arquivos digitais e espelhamento de aparelhos do magistrado e do gabinete, buscando aprofundar as apurações; TJMT colabora com as investigações.

O CNJ afastou de forma imediata o desembargador Dirceu dos Santos, membro da 3ª Câmara de Direito Privado do TJMT. A medida foi tomada após investigações do órgão apontarem indícios de venda de sentenças e intermediação de atos por terceiros, como empresários e advogados.

A decisão ocorre após quebra de sigilos bancário e fiscal, que revelou movimentação patrimonial incompatível com os rendimentos declarados. Entre os últimos cinco anos, teriam sido movimentados 14,6 milhões de reais em bens. Em 2021, 2022 e 2023, houve variação patrimonial a descoberto, coincidente com os fatos apurados.

Diligências e apoio da PF

Por determinação do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, o afastamento inclui diligências na sede do TJMT. A Polícia Federal auxilia na extração de arquivos digitais e no espelhamento de aparelhos do magistrado e de seu gabinete para aprofundar as investigações.

Continuidade das apurações e reação institucional

As diligências seguem em andamento, com novas medidas a serem adotadas conforme o apurado. O CNJ ressalta que a decisão é cautelar, não caracteriza culpa previamente e visa preservar a credibilidade da magistratura e o regular funcionamento da Justiça. O TJMT informou colaboração com as investigações.

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