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Mendonça cobra explicações sobre suposta oferta de delação ao careca do INSS

Ministro André Mendonça concede 48 horas à Seape/DF para esclarecer relato de suposta oferta de delação ao “careca do INSS” na Papuda

PF investiga se Lulinha, filho mais velho de Lula, tem ligação com o "Careca do INSS" (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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  • O ministro do STF, André Mendonça, determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal preste esclarecimentos em 48 horas sobre relato de um detento conhecido como “careca do INSS”.
  • O relato afirma que agentes penais teriam retirado o detento da cela para oferecer delação premiada, conforme apresentado ao STF na sexta-feira.
  • O deslocamento de prazo começou a contar a partir da notificação à Seape, e Mendonça pede que, se for o caso, os agentes envolvidos sejam identificados.
  • A Seape/DF não comentou o caso; a Gazeta do Povo solicitou esclarecimentos, e o Valor Econômico informou que não comenta sobre custodiados específicos, seguindo protocolos.
  • O caso está ligado à investigação de desfalques em aposentadorias do INSS, com possível desvio de até 6,3 bilhões de reais, e envolve desdobramentos anteriores da operação relacionada.

O ministro do STF André Mendonça determinou informações em 48 horas à Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape/DF). A cobrança envolve alegação de suposta oferta de delação a um detento no Complexo da Papuda, em Brasília.

Segundo o relato, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS, teria sido retirado da cela para ouvir a hipótese de delação premiada. O que motivou a verificação seria uma revista na cela. O caso tramita no STF.

O pedido de esclarecimentos foi feito na noite de segunda-feira (22) e o prazo começa a contar após a notificação à Seape. Mendonça quer que houve identificação dos agentes, se comprovados os fatos.

Contexto

A reportagem aponta que Antunes foi preso em setembro na operação Sem Desconto, que investiga descontos ilegais em aposentadorias do INSS. A PF aponta que ele seria operador central do esquema, que pode ter desviado bilhões de reais.

A defesa de Antunes não comentou, e a Seape informou ao Valor Econômico que não comenta sobre custodiados específicos, seguindo protocolos. A Gazeta do Povo aguarda posicionamento da secretaria.

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