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SNEL11 planeja expandir e triplicar tamanho no mercado de energia limpa

SNEL11 abre emissão de cotas para captar R$ 1,84 bilhão, visando triplicar o patrimônio e consolidar atuação em geração distribuída

A nova emissão busca recursos para ampliar a carteira de usinas fotovoltaicas já em operação; SNEL11 marca presença em nove estados e soma 22 projetos de geração distribuída no portfólio
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  • SNEL11 abriu nova emissão de cotas para captar R$ 1,84 bilhão, com o objetivo de triplicar o patrimônio líquido, atualmente em R$ 890 milhões.
  • O dinheiro será usado para financiar a compra de projetos fotovoltaicos já conectados, com pipeline operacional de R$ 2,4 bilhões e TIR projetada de 19,6%.
  • A emissão adicionará 221,3 milhões de cotas a R$ 8,32 por cota; haverá um lote extra de 55,3 milhões de cotas, representando R$ 460,3 milhões, e taxa de distribuição de 3,97% (R$ 0,33 por cota).
  • Direito de preferência aos cotistas integralizados até o 3º dia útil após o anúncio; proporção de duas cotas novas para cada cota existente, com possibilidade de oversubscription.
  • Contexto setorial: geração distribuída desacelerou no último ano; ANEEL aponta mais de 48 GW de GD até junho de 2026; SNEL11 foca em ativos de regras anteriores; cotas do SNEL11 recuam 1,56% hoje.

O SNEL11, fundo da Suno Asset, abriu nova emissão de cotas para captar até R$ 1,84 bilhão. A captação pode triplicar o patrimônio líquido, hoje em torno de R$ 890 milhões, para financiar a aquisição de novos projetos fotovoltaicos da carteira. A estratégia é investir em usinas prontas, com contratos já assinados.

A gestão busca transformar rapidamente o capital em ativos operacionais com retorno ajustado ao risco. O objetivo é consolidar um mercado de geração distribuída que hoje reúne milhares de pequenas e médias usinas em operação, com escala e governança.

Detalhes da Oferta

A 5ª emissão de cotas do SNEL11 consistirá em 221,3 milhões de papéis, a R$ 8,32 por cota. Um lote adicional prevê 55,3 milhões de cotas, equivalente a R$ 460,3 milhões, representando 25% a mais. A distribuição será de 3,97% (R$ 0,33/cota) e não há investimento mínimo.

Quem já posicione a posição integralizada até o terceiro dia útil terá direito de preferência. O fator de proporção é de duas cotas novas por cota existente, com possibilidade de oversubscription para excedentes. A oferta admite distribuição parcial caso não seja subscrita na totalidade.

Contexto e Potencial de Mercado

O setor de geração distribuída desacelerou no último ano, com queda de 5% em novas conexões, devido a mudanças tarifárias propostas pela Lei 14.300/2022. Projetos enquadrados em GD II e GD III passaram a pagar 45% da tarifa, com escalonamento até 2029. O SNEL11 administra ativos sob regras anteriores, o que pode favorecer valorização de ativos já operacionais.

Dados da ANEEL apontam que a potência instalada de GD ultrapassou 48 GW até junho de 2026, beneficiando mais de 7 milhões de unidades consumidoras. O SNEL11 figura como um FII de energias limpas que aplica modelagem de aquisição de usinas para locação ou venda de energia a consumidores finais.

Sobre o SNEL11 e a Suno Asset

O SNEL11 é um fundo imobiliário que compra usinas fotovoltaicas de GD, conecta-as à rede e as aluga para consórcios ou consumidores. O contrato padrão é Take or Pay ou modalidade compensada. O portfólio atual soma 22 projetos em operação, com 87,8 MWp distribuídos em 9 estados.

Em abril, a receita mensal total foi de R$ 12,2 milhões, com R$ 11,5 milhões provenientes de locação. O resultado distribuível ficou em R$ 11,1 milhões, com retorno registrado de 80,72% desde a listagem. A carteira gerou 10.330 MWh no mês, com eficiência de 127,7 MWh/MWp.

Perspectivas de Distribuição e Operação

A gestão projeta dividendos entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota nos próximos três meses. Futuramente, a evolução dependerá de ramp-ups, reajustes tarifários e energização de ativos adquiridos. O SNEL11 também mantém contratos com a maior parte da carteira com inquilinos estáveis e termos que preservam a receita.

Cotação e desempenho recente: as cotas do SNEL11 caíram 1,56% nesta quarta-feira, após o fechamento de referência, com ganho de 12 meses em torno de 11%. A troca de ativos visa ampliar o portfólio e sustentar o crescimento no mercado de energia limpa.

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