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Gestora da Flórida perde US$ 50 bilhões com aposta em IA

Polen Capital perdeu quase US$ 50 bilhões em quatro anos ao ignorar a Nvidia, evidenciando riscos de concentração em IA e saída de clientes

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  • A Polen Capital, gestora de Boca Raton, na Flórida, rejeitou Nvidia e investiu em empresas de software como Adobe, Salesforce e ServiceNow, mantendo a aposta mesmo diante da alta da IA.
  • Em quatro anos, os ativos sob gestão caíram de cerca de US$ 83 bilhões no fim de 2021 para cerca de US$ 33 bilhões, uma redução de aproximadamente 60%.
  • O Polen Growth Fund, principal fundo, detinha menos de 30 ações; o fundo manteve Nvidia fora de carteira até 2025, quando passou a comprar após avaliar que a aposta nos chips de IA estava equivocada.
  • As perdas contribuíram para quedas de clientes e saídas de executivos-chave, com Moss, Davidowitz e Ficklin mantendo controle, e a equipe passando por reformulações e cortes de empregos nas duas últimas décadas.
  • A empresa expandiu-se para escritórios em Londres, Hong Kong e Abu Dhabi, além de ampliar aquisições de fundos e criar estruturas de crédito e obrigações, enquanto os ativos totais recuíam significativamente.

Em Boca Raton, Flórida, a Polen Capital tomou uma decisão que contraria a tendência do mercado de IA, mantendo foco em software de nuvem e em ações de crescimento, em vez de Nvidia. A escolha contribuiu para uma queda expressiva de ativos nos últimos quatro anos, com impacto significativo sobre a gestão.

A gestora, com quase meio século de atuação, viu seus ativos despencarem cerca de US$ 50 bilhões, para aproximadamente US$ 33 bilhões. O Polen Growth Fund, principal veículo, detém hoje menos de 30% das ações. O desempenho ficou aquém do observado em grandes índices de tecnologia.

O que aconteceu, segundo a análise, foi uma aposta tardia na Nvidia e um foco contínuo em empresas de software como Adobe, Salesforce e ServiceNow. Em 2023, a Polen disse aos clientes que as oportunidades de valorização da Nvidia já estavam precificadas, o que se refletiu na performance subsequente.

Ainda em 2021, a Polen chegou a um pico de quase US$ 83 bilhões em ativos sob gestão, impulsionada pela expansão de fundos de ações, crédito e obrigações. A partir de 2023, clientes passaram a questionar a posição da empresa diante da valorização da IA.

Quem está envolvido inclui os executivos Dave Moss, Dan Davidowitz e Damon Ficklin, considerados fundamentais para a estratégia, além da equipe de gestão que, segundo fontes, sustenta a confiança na abordagem de crescimento de qualidade. Moss não participou de entrevistas para esta reportagem.

Entre as consequências, houve saída de executivos e cortes de pessoal. Ao longo de dois anos, a Polen reduziu cerca de 100 posições, afetando áreas como operações, conformidade e finanças internacionais. Em comunicação, a liderança defende a autonomia das equipes de investimento.

A expansão da Polen incluiu aquisições de fundos de Somerset Capital, DDJ Capital e equipes da LGM Investments. Também houve reforço de operações com escritórios em Londres, Hong Kong e Abu Dhabi, além de bases nos EUA. O objetivo: manter a presença global e ampliar a oferta de produtos.

Os documentos públicos indicam que, mesmo diante de turbulências, a Polen manteve a maioria de seus ativos em mandatos privados, com pouco visível no conjunto de dados. Vários fatores contribuíram para a crise de liquidez e confiança entre clientes e colaboradores.

Fontes próximas à empresa relatam tensão interna, com debates sobre a velocidade de expansão e a reforma de sedes. A polêmica envolve decisões estratégicas tomadas pelos executivos de alto nível e pelo controle acionista, majoritariamente composto por funcionários.

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