- TRX Real Estate (TRXF11) vendeu 15 imóveis por R$ 207,2 milhões para o fundo fechado BRC Renda Urbana, com pagamento em cotas de nova emissão do próprio BRC.
- O portfólio vendido inclui 11 agências da Caixa Econômica Federal, além de lojas do Extra, uma loja ocupada pela Dasa e Americanas e o Centro Comercial Grande Center; contratos vão de setembro de 2029 a maio de 2045.
- O negócio reduz o número de imóveis do TRXF11 de 121 para 106; o valor de mercado do portfólio cai de R$ 7,49 bilhões para R$ 7,32 bilhões.
- A distribuição prevista por cota até dezembro de 2026 permanece entre R$ 0,90 e R$ 0,93, com cap rate médio de 8,13% ao ano e IRR estimada de 38,4% ao ano (107% do CDI).
- A justificativa da TRX: ativos táticos com menor representatividade no portfólio e maior liquidez ao permitir monetização futura em cotas do BRC, mantendo foco em ativos estratégicos.
O TRX Real Estate (TRXF11) vendeu 15 imóveis para o fundo BRC Renda Urbana, gerido pela Unitas e BR Capital, por 207,2 milhões de reais. A operação envolve a troca de ativos por cotas do próprio fundo comprador, em vez de pagamento em dinheiro.
Os ativos integram um portfólio heterogêneo distribuído por cinco estados e dez cidades, incluindo 11 agências da Caixa Econômica Federal. Também estão no pacote duas lojas do GPA, uma loja ocupada pela Dasa e Americanas, e o Centro Comercial Grande Center, em São Luís.
A operação ocorreu com contratos de aluguel com vencimentos entre 2029 e 2045, em termos típicos. O cap rate médio ficou em 8,13% ao ano, conforme as avaliações mais recentes dos imóveis.
O lucro líquido da transação é estimado em 31,9 milhões de reais, equivalente a 0,51 real por cota do TRXF11. A TIR projetada para o investimento fica em 38,4% ao ano, acima de 100% do CDI no período.
A justificativa apresentada pela gestão aponta menor relevância estratégica dos ativos vendidos. O objetivo é concentrar esforços na gestão de ativos considerados mais valorizados pelo TRXF11 e pelo TRXB11, ampliando potencial de valor.
A liquidez também é citada como benefício. Receber cotas do BRC, em vez de imóveis físicos, facilita monetização futura no mercado secundário, sem novas aquisições de tijolo.
O BRC Renda Urbana ainda está em fase inicial de montagem de portfólio, com o Shopping Center Lapa, em São Paulo, já como seu primeiro ativo relevante. O investimento visa diversificação e maior flexibilidade de carteira.
Em termos de impacto, o número de imóveis do fundo cai de 121 para 106, com valor investido recuando de 7,49 bilhões para 7,32 bilhões de reais. A presença geográfica passa de 59 para 56 cidades.
A distribuição prevista por cota até dezembro de 2026 permanece entre 0,90 e 0,93 real. A variação é mínima, mantendo previsibilidade para os cotistas do TRXF11.
No mesmo mês, o TRX Real Estate já desinvestiu dois imóveis locados ao Grupo Pão de Açúcar, ampliando o histórico de vendas recentes do fundo. O portfólio continua com foco em locatários de grande porte.
Segundo o último relatório gerencial de maio de 2026, o TRXF11 vale cerca de 5,73 bilhões de reais, com patrimônio líquido de 6,08 bilhões e aproximadamente 315 mil cotistas. A vacância física é de 0,67%.
A carteira é centrada em varejo, atacadistas, hospitais, educação e outros ativos com locação estável. A maior parte da receita vem de contratos com grandes empresas, muitos atípicos, oferecendo previsibilidade de caixa.
O TRXF11 encerra o período com contratos de aluguel de média de 13,44 anos. Em maio, a distribuição foi de 0,93 real por cota, equivalente a um yield mensal de 1,01% e anual de 12,16% pelo preço de mercado.
Cotação atual: as cotas do TRXF11 subiram 0,2% na manhã de hoje, situando-se próximas de 91 reais. No último ano, o desempenho acumula queda de cerca de 9,5%.
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