- Mette Frederiksen informou ao rei que alcançou acordo de governo para um terceiro mandato, formando uma coalizão com o Partido Moderado, o Partido Social Liberal e a Izquierda Verde.
- A coalizão conta ainda com o apoio de dois partidos de esquerda que defendem medidas de bem‑estar animal: Aliança Roji-Verde e La Alternativa.
- O acordo foi resultado de quase setenta dias de negociações pós‑eleitorais, as mais longas da história da Dinamarca.
- Frederiksen, de quarenta e oito anos, está no poder desde 2019 e deve apresentar as bases do governo na terça e nomear os ministros na quarta.
- O resultado das eleições destacou uma vitória da Socialdemocracia, apesar de a sigla ter obtido o pior desempenho desde 1903, o que abriu espaço para as negociações de coalizão.
Mette Frederiksen, primeira ministra da Dinamarca, informou ao rei que fechou um acordo de governo para um terceiro mandato. O acordo consolida uma coalizão entre o Partido Social-Democrata, o Partido Moderado, o Partido Liberal Social e o Esquerda Verde. O anúncio ocorre após 70 dias de negociações pós-eleitorais.
Frederiksen, aos 48 anos, continua no poder desde 2019. O novo gabinete busca ampliar o tempo no cargo, mirando uma gestão de quatro anos. A coalizão representa o centro e a esquerda, com apoio explícito de dois outros partidos de esquerda.
O atual ciclo político começou com as eleições parlamentares de 24 de março. O Partido Social-Democrata venceu com 21,3% dos votos, mas ficou aquém das metas históricas. O panorama parlamentar, porém, não permitia maioria de direita, favorecendo a formação da coalizão anunciada.
O acordo será apresentado na terça-feira e os ministros devem ser nomeados na quarta-feira, segundo Frederiksen. O plano inclui medidas voltadas ao bem-estar animal, apoiadas por dois partidos de esquerda que influenciaram as tratativas.
Detalhes do acordo e apoio parlamentar
A coalizão deve contar com o respaldo do Esquerda Verde e do Partido La Alternativa, ambos pressionando por políticas de proteção animal e meio ambiente. O suporte conjunto facilita a tramitação de propostas no Parlamento.
Frederiksen é conhecida por postura europeísta, defesa da Ucrânia e controle rigoroso de imigração. Ela figura entre as três primeiras chefias de governo da UE com maior duração, atrás apenas de Plenković e Sánchez.
A crise recente, marcada por questionamentos sobre o custo de vida e desigualdades, teve resposta política de Frederiksen. A chefe de governo enfatizou ações para conter pressões externas e internas, buscando estabilizar o governo até o término do mandato.
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