- A nova trégua na Líbano entrou em vigor nesta sexta-feira às 16h locais, com confirmação apenas de fontes anônimas e exercícios de bombardeios e drones ainda ocorrendo.
- EUA, Catar e Irã atuaram nos bastidores para tentar viabilizar o acordo de paz entre Washington e Teerã, ao mesmo tempo em que Donald Trump aposta grande capital político no pacto.
- O conflito provocou novo recorde de baixas entre combatentes: 47 mortos em Israel e quatro soldados israelenses mortos por ataque de Hezbolá; ministros ultranacionalistas de Netanyahu defenderam medidas mais duras.
- O encontro entre Irã e Estados Unidos, previsto para Lucerna, Suíça, foi adiado, com Teerã afirmando que a reunião ocorrerá nos próximos dias; Washington mantém a sessão para avançar as negociações.
- O pacote tem gerado críticas mesmo entre aliados dos EUA, especialmente o fundo de reconstrução de trezentos bilhões de dólares; há pressões sobre Netanyahu para não sabotar o acordo e manter ações coordenadas com Washington.
O anúncio de uma nova trégua no Líbano, considerada fundamental para o plano de paz envolvendo os EUA e o Irã, entrou em vigor nesta sexta-feira, às 16h locais. A implementação ocorreu de forma discreta e com confirmação indireta, sem anúncio oficial claro. Enquanto isso, ataques israelenses e lançamentos de drones de Hezbolá continuaram, reduzindo-se ao longo do dia.
Acordos anteriores já haviam mostrado fragilidade, e esteлөг memorando enfrenta pressões de ambas as partes. Washington, Teerã e Doha atuaram nos bastidores para manter a suspensão dos combates, buscando evitar um colapso do cessar-fogo que nasceu de negociações pouco públicas.
47 civis teriam morrido nos bombardeios israels desde a madrugada, segundo informações não oficiais, enquanto quatro soldados israelenses teriam sido atingidos por um projétil de Hezbolá que atingiu um tanque. As tensões aumentaram com declarações de ministros ultranacionalistas de Israel que pediram ações duras contra o Líbano.
No contexto político interno de Israel, Bezalel Smotrich e Itamar Ben Gvir defenderam posições duras, elevando o tom de confrontos. Pesquisas apontam queda do Likud em relação a alianças, com empate com o Yashar, o que complica o cálculo político de Netanyahu diante de um cenário de guerra e negociações.
Os acordos apontam para ganhos políticos para Teerã, incluindo alívio de sanções e fundos para reconstrução, enquanto os signatários tentam demonstrar que pressionaram o adversário a cumprir seus compromissos. A ameaça de retirada do acordo permanece caso os termos não sejam respeitados.
O terceiro interveniente, Israel, não assinou formalmente o pacto, mas disse apoiar a paralisação de hostilidades no sul do Líbano. O premiê Netanyahu reiterou a exigência de manter operações contra o que classifica como ameaças de Hezbolá, sob a justificativa de proteção de território.
A inteligência dos EUA alertou que Netanyahu pode adotar medidas para enfraquecer o acordo com o Irã, segundo The Washington Post. O relatório cita que a sobrevivência política do premiê depende de mostrar firmeza ao eleitorado sem recuar de ações contra Hezbolá.
A agenda prevista previa uma reunião em Lucerna entre delegações de Irã e EUA, com o objetivo de avançar o acordo definitivo. O encontro foi adiado devido aos bombardeios em curso. Irã afirmou que a reunião ocorrerá em Suíza nos próximos dias, sem confirmar data precisa.
Enquanto isso, o presidente dos EUA reforçou a relevância do pacto para evitar impactos na economia global. Caso o acordo falhe, há possibilidade de retomar hostilidades e de consequências negativas para o petróleo e para a estabilidade econômica mundial, segundo analistas.
Na prática, Washington anunciou novas conversas entre Israel e Líbano para a próxima semana em Washington. O objetivo é manter a trégua vigente e buscar avanços diplomáticos, com vista a reduzir o papel de atores externos no conflito regional.
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