- Novo memorando da USCIS exige que muitos estrangeiros nos EUA obtenham visto de residência permanente (green card) pelos seus países de origem, gerando confusão e medo entre titulares de vistos e famílias.
- Indivíduos já residindo nos EUA, incluindo com famílias de status misto, podem precisar deixar o país enquanto seus casos de ajuste de status são analisados.
- A agência divulgou uma explicação, dizendo que está apenas reafirmando a intenção do Congresso sobre mudanças de status imigratório; casos com benefício econômico ou interesse nacional podem seguir no caminho atual, enquanto outros podem precisar aplicar no exterior conforme circunstâncias.
- A mudança agrava a incerteza para quem depende de vias legais de imigração, como profissionais com visto H-1B, investidores EB-5 e casais com planos de residência estável.
- Casos pessoais de imigrantes destacam preocupações com planos de casamento, trabalho, moradia e preparação de vida no país diante de eventuais novas regras e mudanças rápidas.
A USCIS publicou um memorando de políticas que orienta que muitos estrangeiros nos EUA deixem o país para pedir residência permanente por meio de seus países de origem. A medida criou confusão e temor entre centenas de milhares de detentores de visto, famílias, advogados e defensores da imigração.
Especialistas afirmam que, sob a nova interpretação, pessoas que vivem há anos nos EUA — com famílias, empregos e moradias estabelecidas — podem precisar deixar o país enquanto os seus casos aguardam tramitação. A medida visa reenquadrar mudanças de status sob o que a agência entende como objetivo do Congresso.
O memorando gerou dúvidas sobre o que muda para quem já está com visto de trabalho temporário, como o H-1B, que permite trabalhar no país durante a busca pela residência. Em meio a esse quadro, a administração Trump tem adotado um tom de mudança de trajetórias de imigração legais, reforçando incertezas entre os imigrantes.
A agência esclareceu, após a onda de perplexidade, que está apenas reafirmando a interpretação anterior sobre a intenção do Congresso para mudanças de status. A USCIS informou que, enquanto operacionaliza a medida, quem apresentar pedidos com benefício econômico ou interesse nacional pode seguir no caminho atual, enquanto outros podem ser orientados a aplicar no exterior conforme circunstâncias individuais.
Segundo relatos, a mudança afeta principalmente pessoas em situação já estável, caso de trabalhadores com visto H-1B, investidores do EB-5 e casais que dependem de ajuste de status para a residência. Muitos expressam receio de perder empregos, imóveis e planos de vida nos EUA, caso precise deixar o país para prosseguir com o processo fora.
Em Portland, Oregon, uma mulher que vive com o marido mexicano, residente com green card condicional, relata apreensão de ter de sair do país para renovação. Ela descreve temor de perder a moradia e compromissos familiares caso o marido precise retornar aos critérios de elegibilidade para o green card definitivo.
Um profissional de Hong Kong, morando em Nova York, que planejava casar e consolidar residência nos EUA, também cita impactos práticos. A perspectiva de aplicar por meio de visto consular antes de receber a residência permanente muda o planejamento de moradia, negócios e vida em comum.
Estudantes e novos profissionais têm se deparado com dúvidas que afetam decisões pessoais. Uma pesquisadora em Seattle, que usa visto F-1 para estudar, relata pressão para escolher entre manter o relacionamento com o namorado cidadão americano ou priorizar a estabilidade no país, diante da incerteza sobre o status de permanência.
A comunicação oficial reforça que a posição da USCIS pode evoluir conforme a operacionalização da política. Enquanto isso, imigrantes, empresas e famílias permanecem monitorando o desenrolar do assunto, com impactos em planos de longo prazo e decisões cruciais sobre vínculos no país.
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