- O presidente Lula da Silva autorizou, na segunda-feira, 25, o envio de ajuda humanitária à Bolívia após contato do presidente boliviano Rodrigo Paz.
- A iniciativa ocorre em meio a protestos que duram quatro semanas, com bloqueios de estradas e desabastecimento de itens essenciais.
- O governo brasileiro ressaltou a importância do respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito, defendendo diálogo e redução de violência.
- As manifestações pedem a renúncia de Paz e chegam em meio a uma crise econômica e à escassez de dólares, segundo relatos sobre a situação no país.
- Outros países, como Argentina, Chile, Estados Unidos e Peru, já anunciaram ajuda à Bolívia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou neste lunes (25) o envio de ajuda humanitária à Bolívia, após telefonema do presidente boliviano, Rodrigo Paz. O comunicado do Palácio do Planalto afirma que os protestos no país provocaram bloqueios de estradas e desabastecimento de itens essenciais.
Segundo o governo brasileiro, Lula reiterou solidariedade ao governo e ao povo boliviano e destacou a importância do respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito. A nota aponta a necessidade de evitar violência e privilegiar o diálogo.
Os protestos, que já duram quatro semanas, cobram a renúncia de Paz e revelam uma das maiores crises econômicas da Bolívia. O país enfrenta escassez de dólares e insatisfações em setores que apoiam Evo Morales e rejeitam o governo atual.
Até o momento, a repressão policial levou à morte de uma pessoa neste fim de semana, durante operação para estabelecer um cordão humanitário e levar mantimentos a La Paz e a El Alto, as cidades mais afetadas pelo desabastecimento.
Além de La Paz e El Alto, a crise atinge Oruro, Potosí, Cochabamba e Santa Cruz, segundo relatos da agência Efe. O governo boliviano diz trabalhar para manter o abastecimento essencial.
Desdobramentos regionais
Diversos países já anunciaram apoio humanitário à Bolívia, incluindo Argentina, Chile, Estados Unidos e Peru, que se somam à posição brasileira no envio de assistência.
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