- Xi Jinping recebeu o presidente Vladimir Putin em Pequim, em uma visita substancial e mais calorosa.
- Os dois participaram de uma exposição sobre a “amizade eterna” entre China e Rússia e divulgaram uma declaração conjunta que prevê ampliar cooperação, desde energia nuclear até preservação de fauna.
- Citaram o sistema de defesa antimísseis Golden Dome de Trump como ameaça à estabilidade estratégica e criticaram a política norte‑americana que deixou expirar o tratado New START.
- A visita de Putin à China já representa a 25ª viagem oficial do líder russo ao país, destacando a relação estreita entre as nações.
- Há relatos de que Xi pode visitará a Coreia do Norte em breve, o que seria sua segunda viagem ao país; analistas dizem que a China busca manter Pyongyang sob sua órbita diante da aproximação entre Pyongyang e Moscou.
O presidente chinês Xi Jinping recebeu o presidente russo Vladimir Putin em Pequim, em uma visita que avançou para uma agenda de cooperação mais profunda. Os dois lideraram uma exposição fotográfica sobre a amizade duradoura entre China e Rússia e divulgaram uma declaração conjunta que enfatiza cooperação em energia nuclear, proteção de espécies animais e outros temas estratégicos. O encontro ocorreu dias após um encontro entre Xi e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Beijing.
A delegação sino-russa também criticou a política de Trump, mencionando o programa de defesa conhecido como Golden Dome e criticando o término do tratado nuclear New START. A reunião teve relevância diplomática ao destacar uma parceria entre duas potências que buscam ampliar laços em setores estratégicos e compartilhar leituras sobre estabilidade regional.
Apesar de o encontro ter sido completo, a pauta aponta para uma próxima frente diplomática de maior desafio: a possível visita de Xi Jinping à Coreia do Norte. Há relatos de que Xi pode viajar a Pyongyang nos próximos dias, possivelmente ainda na próxima semana, embora Pequim não tenha anunciado oficialmente a viagem. A Embaixada da China em Washington não comentou o assunto.
Se confirmada, a viagem a Pyongyang marcaria apenas a segunda ida de Xi à Coreia do Norte desde que chegou ao poder, e a primeira em sete anos. A parceria entre China e Coreia do Norte é antiga, com comércio significativo e um pacto de defesa mútua entre Pequim e Pyongyang. Entretanto, Kim Jong Un tem fortalecido vínculos com Rússia, o que reconfigura o equilíbrio regional.
Analistas ressaltam que Pequim tenta manter a Coreia do Norte sob influência chinesa, mesmo diante do avanço de relações entre Pyongyang e Moscou. A ascensão de Kim e o suporte russo ampliam a confiança de Pyongyang, incluindo questões de defesa e tecnologia, o que pode afetar a gestão regional de segurança. Em paralelo, há preocupações de Beijing com a estabilidade e a possível transferência de tecnologia para a Coreia do Norte.
A estratégia de Xi, segundo especialistas, busca manter a Coreia do Norte integrada ao eixo China-Rússia, assegurando relevância de Pequim diante de mudanças globais. Observadores apontam que a força de Beijing no cenário internacional pode depender de manter Pyongyang na órbita chinesa, ao mesmo tempo em que se contrasta com a influência direta de Washington.
Por fim, analistas destacam que a cimeira em Pequim sinaliza uma liderança chinesa mais assertiva no cenário global. Beijinho, segundo fontes consultadas, aparece como centro de gravidade diplomático no primeiro semestre de 2026, posicionando a China como ator previsível na ordem internacional e fortalecendo sua resposta a eventuais visitas militares dos EUA à China.
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