- O ex‑ministro polaco da Justiça, Zbigniew Ziobro, deixou a Hungria e está nos Estados Unidos; ele disse ter chegado ontem, em entrevista à Telewizja Republika.
- Ziobro é investigado pela Justiça polonesa por 26 delitos, entre eles pertença a organização crimininal e desvio de cerca de 34 milhões de euros; pode pegar até 25 anos de prisão.
- O político deixou a Polônia rumo à Hungria no ano passado acompanhado do vice‑primeiro ministro Marcin Romanowski, recebendo asilo político de Viktor Orbán.
- O novo primeiro‑ministro da Hungria, Péter Magyar, afirmou que o governo deixará de oferecer proteção aos dois membros do PiS.
- A Polônia pretende pedir esclarecimentos sobre a legalidade da saída sem documentação e pode solicitar extradição; Ziobro afirmou não temer processos nos Estados Unidos.
Zbigniew Ziobro, ex-ministro da Justiça da Polônia, é investigado por 26 crimes, entre corrupção e pertença a organização criminosa. Ele deixou a Hungria e agora está nos Estados Unidos, segundo sua própria revelação em entrevista neste fim de semana.
O político de 55 anos afirmou ter chegado aos EUA “ontem” e disse à Telewizja Republika que Donald Trump representa a democracia mais forte do mundo. A audiência de Ziobro ocorre no âmbito de apuração polonesa.
Ziobro e o vice-primeiro ministro Marcin Romanowski buscaram refúgio na Hungria no ano passado, com proteção política concedida pelo primeiro-ministro Viktor Orbán. Ambos pertencem ao PiS, partido do governo polonês anterior.
Contexto legal
A Justiça polonesa aponta que, se condenado, Ziobro pode cumprir até 25 anos de prisão. A acusação inclui participação em organização criminosa e desvio de cerca de 34 milhões de euros.
Reações diplomáticas
A saída gerou tensão entre Polônia, Hungria e EUA. O Ministério da Justiça polonês disse que Varsóvia pedirá esclarecimentos sobre a legalidade da evasão e possível extradicação, mesmo sem documentação adequada.
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