- Thiago Ávila, ativista brasileiro, foi preso pelo Exército de Israel enquanto integrava a flotilha Global Sumud Flotilla, que tenta levar ajuda à Faixa de Gaza, e está detido em uma cela solitária desde a captura.
- Famílias brasileiras dizem que ele iniciou greve de fome após denúncias de agressões durante a abordagem, incluindo amarração, venda de olhos e ficar de bruços.
- Relatos indicam que investigadores israelenses teriam mostrado imagens da rotina de sua esposa e filha de 2 anos durante interrogatório, o que é visto como tentativa de intimidação psicológica.
- Parlamentares da Frente em Defesa do Povo Palestino vão pedir à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal abertura de investigação sobre possível uso indevido de dados pessoais brasileiros, com risco transnacional, e pedem proteção à família.
- Em Ashkelon, a Justiça prorrogou a prisão de Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek por dois dias; governos do Brasil e da Espanha condenaram o sequestro e cobraram o retorno dos cidadãos.
O brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud Flotilla, foi preso pelo Exército de Israel enquanto participava de uma operação em águas internacionais, com o objetivo de levar ajuda à Faixa de Gaza. Segundo fontes da diplomacia brasileira e da família, ele está detido em uma cela solitária e iniciou uma greve de fome após a captura. A acusação envolve vínculos com uma organização sancionada pelos EUA.
Relatos recebidos indicam que Ávila foi agredido durante a abordagem, atingindo desmaios e ferimentos. A família descreve que ele está com visão temporariamente afetada e que foi amarrado e vendado durante a detenção. Mensagens à família mencionam atendimento médico recente e isolamento na prisão.
Imagens exibidas por investigadores israelenses teriam mostrado a rotina de sua esposa e filha de 2 anos, episódio visto como tentativa de intimidação psicológica. Parlamentares brasileiros estudam acionar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal por suposta coleta e uso indevido de dados no território brasileiro, com possível dimensão transnacional.
Desdobramentos legais
Além de Ávila, outras duas brasileiras estavam na flotilha interceptada: Amanda Coelho Marzall e Leandro Lanfredi de Andrade. A organização da missão afirma que mais de 200 pessoas foram capturadas durante a operação, classificada como ilegal por agentes da organização.
Ávila compareceu neste domingo a um tribunal em Ashkelon, onde ocorreu interrogatório. A prisão dele e de Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, foi prorrogada por dois dias. Ambos são acusados por Israel de manter vínculos com uma organização sancionada pelos EUA.
Reações oficiais
Governos do Brasil e da Espanha emitiram notas condenando o que classificaram como sequestro. Os textos afirmam que a ação é ilegal, fora de jurisdição e configura violação do Direito Internacional, pedindo o retorno imediato de Ávila e Abu Keshek aos seus países.
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