- O analista internacional Uriã Fancelli afirma que o controle do Estreito de Hormuz é vital para a sobrevivência do regime iraniano diante da pressão dos Estados Unidos.
- Fancelli destaca que o Irã enxerga Hormuz como peça-chave para sua sobrevivência, principalmente por não ter capacidade militar para enfrentar EUA e Israel.
- Segundo o analista, o Irã vende o dobro de petróleo do que vendia antes da guerra e cobra pedágio de US$ 2 milhões por navio que passa pelo estreito.
- As opções dos EUA diante do impasse seriam limitadas e podem agravar o conflito; atacar infraestruturas civis, segundo ele, seria crime de guerra.
- A principal ameaça, na visão de Fancelli, seria o governo norte-americano, com insatisfação crescente entre a população iraniana.
O Estreito de Hormuz é visto pelo Irã como peça-chave para a sobrevivência do regime. Segundo o analista Uriã Fancelli, a região representa um trunfo estratégico para enfrentar pressões externas.
Em entrevista ao UOL News – 2ª edição, Canal UOL, ele afirma que o regime entende Hormuz como eixo da própria estabilidade, especialmente diante das adversidades com a liderança de Donald Trump. A infraestrutura estratégica preocupa governos da região.
Fancelli aponta que, na prática, o Irã mantém uma postura firme, mesmo diante de pressões para abrir o estreito. Segundo ele, o país não tem capacidade militar para enfrentar os EUA e Israel em choques diretos, mas busca manter o controle de passagem de navios.
O analista também cita que o Irã estaria vendendo o dobro de petróleo em comparação com períodos anteriores e cobrando um pedágio de cerca de US$ 2 milhões por navio que transita pelo estreito, imagem que, na leitura dele, impacta EUA e aliados e favorece o governo iraniano.
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