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Trump diz que quer tomar o petróleo do Irã e a Ilha Kharg facilmente

Trump afirma preferência por tomar o petróleo iraniano e mira Kharg Island, elevando riscos e custos da escalada no Oriente Médio

A satellite image shows an oil terminal at Kharg Island, Iran. Follow the latest developments in the Middle East, live.
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  • Donald Trump afirmou que a sua preferência é “tomar o petróleo” do Irã e que as forças dos EUA poderiam apreender a Kharg Island, principal hub de exportação iraniano.
  • Alguns analistas apontam que esse tipo de ação seria arriscado, pois poderia aumentar baixas americanas e alongar o conflito.
  • O governo norte‑americano mantém negociações indiretas com o Irã por meio de emissores paquistaneses, com Islamabad sediando conversas entre EUA e Irã.
  • Na região, a missão de paz das Nações Unidas no Líbano informou a morte de um soldado de paz e ferimento grave de outro; Israel disse ter interceptado dois drones vindos do Iêmen e ampliou a ofensiva no sul do Líbano.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica informou que a usina de água pesada de Khondab sofreu danos severos e não está mais operacional; Irã afirmou ter restabelecido parte da energia elétrica após ataques israelenses.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que prefere tomar o petróleo do Irã e demonstrou que forças americanas poderiam apreender Kharg Island, principal polo de exportação de petróleo iraniano. A declaração foi publicada pelo Financial Times, em meio ao envio de milhares de soldados ao Oriente Médio. Trump comparou o possível passo ao contexto na Venezuela, onde os EUA buscam controle prolongado do setor.

O jornal cita que o planalto envolve a tomada de Kharg Island, mas sinaliza que um ataque ao corredor de exportação traria riscos de novas baixas e custos prolongados para a guerra. Trump disse ter várias opções e afirmou que conversas indiretas entre EUA e Irã, mediadas por emissores paquistaneses, estariam avançando de forma positiva.

Desdobramentos e conflitos na região

A missão de paz da ONU no Líbano informou a morte de um integrante de seu corpo de paz e ferimento grave de outro, após explosão de um projétil perto de Adchit al-Qusayr. Enquanto isso, a IDF informou ter interceptado dois veículos aéreos não tripulados lançados do Iêmen.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a ampliação da invasão do sul do Líbano, com operações contra o Hezbollah. O país ocupa áreas ao sul do rio Litani e destrói pontes que conectam o transporte ao restante do território, elevando temores de ocupação prolongada.

Esforços diplomáticos e avanços militares

Paquistão afirmou que sediará novos diálogos entre EUA e Irã, em Islamabad, com a participação de diplomatas da Arábia Saudita, Turquia e Egito para buscar desescalada. Washington e Teerã não comentaram publicamente as negociações.

Parlamentar iraniano afirmou que forças iranianas aguardam chegada de tropas terrestres americanas para reagir com fogo, em meio a relatos de possíveis operações terrestres dos EUA no Irã. O Pentágono avalia cenários de semanas de atuação no território.

Infraestrutura e energia

Relatos indicam que parte do Irã teve energia restabelecida após ataques israelenses atingirem infraestrutura elétrica. A IAEA confirmou que a usina de água pesada de Khondab sofreu danos graves e não opera, com a agência ressaltando que o reator não continha material nuclear declarado.

Um incêndio em uma unidade industrial no sul de Israel foi controlado, após ser classificado como incidente de materiais perigosos; a causa provável seria fragmentos de arma ou de interceptação.

Declarações oficiais e mensagens públicas

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, agradeceu ao povo e à liderança religiosa do Iraque pelo apoio diante da agressão, conforme veículos oficiais iranianos, sem detalhar o modo de comunicação. Três semanas após a nomeação, Khamenei não apareceu publicamente desde um ataque que matou familiares dele.

No front diplomático, o Papa afirmou que Deus rejeita orações de líderes que iniciam guerras e têm mãos manchadas de sangue, em referência à postura de potências ocidentais sob o governo de Trump.

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