- A alta representante da UE para assuntos externos, Kaja Kallas, disse que não há apetite entre os países do bloco para voltar ao “business as usual” com a Rússia, enquanto os preços de energia sobem após o conflito entre EUA e Israel contra o Irã.
- A UE passa a considerar a imprevisibilidade dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump e defende o uso da diplomacia em vez da força para manter o Estreito de Hormuz aberto.
- Sobre o conflito, Kallas afirmou que houve discussões, mas europeus não foram consultados para iniciar a guerra e muitos tentaram convencer EUA e Israel a não começar.
- No tema do Estreito de Hormuz, disse que a porta não está fechada, mas os estados-membros não têm apetite para mudar o mandato da operação, buscando vias diplomáticas para evitar crises de alimento, fertilizantes e energia.
- Em relação aos laços com os EUA, afirmou que são aliados, mas nem sempre entendem as ações recentes; há interesse em investir na parceria transatlântica, desde que haja consulta mútua.
Kaja Kallas, a Alta Representante da UE para Assuntos Exteriores, afirmou a Reuters, em Bruxelas, nesta terça-feira, que não há apetite entre os países da União para retornar ao “business as usual” com a Rússia, diante da alta dos preços de energia após a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã. A declaração ocorreu durante entrevista publicada hoje.
A chefe da diplomacia europeia disse que a UE já considera a imprevisibilidade dos Estados Unidos sob a atual administração e sinalizou que a via diplomática deve prevalecer para manter o Estreito de Hormuz aberto, evitando impactos globais na energia.
Kallas ressaltou que a relação europeia com os EUA continua como aliança, mas com avaliações sobre os movimentos recentes. A dirigente enfatizou a necessidade de consultar a UE em questões relevantes para manter a cooperação transatlântica estável.
Sobre o relacionamento com a Rússia, a responsável pela política externa da UE afirmou não ver apetite para normalizar vínculos. Ela enfatizou a importância de definir objetivos ao dialogar, para evitar cenários de conflito recorrente.
Contexto estratégico
A dirigente destacou que, diante de mudanças internacionais, a UE busca manter diplomacia ativa para evitar crises como desabastecimentos de alimento, fertilizantes e energia, dependendo de decisões de terceiros.
Futuro da parceria transatlântica
Kallas afirmou que a Europa está disposta a investir na parceria com os EUA, desde que haja consulta mútua. Segundo ela, a cooperação depende de ações conjuntas e de respeito às etapas de decisão de cada lado.
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