- Mais de 400 pessoas morreram e pelo menos 265 ficaram feridas após ataque aéreo paquistanês a um centro de reabilitação de drogas em Kabul, no Camp Phoenix, na noite de segunda-feira, segundo autoridades afegãs.
- Camp Phoenix, antes base da Otan, foi convertido em centro de tratamento há cerca de uma década; o Taliban afirma que o Paquistão mira hospitais e sites civis, enquanto Islamabad diz ter atingido infraestrutura militar e terrorista.
- O governo paquistanês descreveu o ataque como preciso, deliberado e profissional, alegando que o alvo eram depósitos de munição, infraestrutura militar e outras instalações ligadas a atividades hostis; o Afeganistão nega abrigar o Pakistani Taliban.
- A escalada entre Paquistão e Afeganistão, nas últimas três semanas, já resultou em dezenas de ataques a instalações de saúde, elevando o saldo de vítimas de ambos os lados para cerca de 500.
- À medida que a situação aumenta a pressão internacional, a China pediu negociações entre Kabul e Islamabad, enquanto não há sinais de cessar-fogo imediato.
More de 400 pessoas morreram e pelo menos 265 ficaram feridas em um ataque aéreo envolvendo o Paquistão, em Kabul, na sexta-feira à noite. A ofensiva teve como alvo um centro de reabilitação de drogas operado pelo governo afegão, conhecido como Camp Phoenix. As autoridades locais classificaram o ataque como o mais letal desde o início do confronto entre as partes.
Segundo autoridades afegãs, o ataque ocorreu em Kabul, no centro de reabilitação de Camp Phoenix, que fica em uma área associada a instalações militares desativadas. O local havia sido convertido para tratamento de dependentes químicos há cerca de uma década. A contagem de mortos ultrapassa 400, com número de feridos acima de 265.
O Paquistão afirma que a operação atingiu apenas infraestrutura militar e de combate ao terrorismo, incluindo depósitos de armamentos. O governo paquistanês descreve o ataque como preciso, planejado e dirigido a alvos militares, não a alvos civis. Os talibãs afegãos contestam a versão paquistanesa.
A parte afegã e o movimento Taliban negam que Camp Phoenix tenha função militar, destacando que se trata de um centro médico. Islamabad sustenta que há indícios de uso hostil de instalações pelo grupo aliado ao governo afegão. O episódio eleva as tensões na fronteira e amplia danos civis na região.
Período recente registrou ataques cruzados entre Paquistão e Afeganistão, com ações contra instalações militares, áreas residenciais e infraestrutura médica. A escalada segue sem indicativos de cessar-fogo, conforme comunicados oficiais de ambos os lados.
Contexto internacional aponta para pressões diplomáticas e apelos a negociações, com a ONU e potências solicitando diálogo. Enquanto isso, autoridades afegãs reforçam a necessidade de proteção a civis e investigação confiável sobre as responsabilidades do ataque.
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