- Mojtaba Khamenei, após ser eleito Líder Supremo, prometeu vingança pelos mártires e disse que o Irã manterá ataques às bases militares do inimigo no Oriente Médio.
- Anunciou a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 25% do petróleo mundial.
- Encarou a cobrança de indenização aos adversários e, se necessário, o confisco de bens; reiterou o apoio ao Eixo da Resistência.
- Pediu que os países que abrigam bases dos EUA esclareçam sua posição, afirmando que algumas bases foram usadas para atacar o Irã.
- Defendeu a unidade da sociedade iraniana e agradeceu aos combatentes, dizendo ter tomado conhecimento da nomeação pela imprensa.
O Irã declarou que manterá o Estreito de Ormuz fechado e prometeu retaliação após a eleição de Mojtaba Khamenei como Líder Supremo. O pronunciamento ocorreu nesta quinta-feira, após a confirmação da escolha, em Teerã, e sinaliza endurecimento da postura diante de Israel e dos EUA.
Segundo o novo chefe de Estado, a vingança não se restringe a um único líder, mas envolve toda a nação diante de ataques considerados infligidos pelo inimigo. A mensagem também destacou a continuidade das ações contra bases militares de potências estrangeiras na região.
A decisão de manter o bloqueio do estreito, que concentra cerca de 25% do tráfego mundial de petróleo, impacta os mercados globais e levou países a recorrerem a estoques de emergência. O Irã afirmou que continuará a exercer pressão econômica sobre adversários.
Eixo da Resistência
Khamenei reiterou o apoio ao Eixo da Resistência, que inclui grupos como Hamas e Hezbollah, descrevendo o suporte como parte essencial dos valores da Revolução Islâmica. A autoridade iraniana também advertiu que cobrará indenização dos oponentes pelos prejuízos causados pela guerra.
Relações com vizinhos e bases estrangeiras
O líder afirmou que busca relações cordiais com os 15 países com fronteiras com o Irã, desde que não haja uso indevido de bases militares por terceiros contra o Irã. Em paralelo, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução para que Teerã suspenda retaliações contra países árabes, com apoio de alguns membros.
Unidade interna e nomes da família
Mojtaba Khamenei pediu unidade entre setores da sociedade diante das pressões externas, destacando a importância de superar divergências. O líder ressaltou o papel de combatentes iranianos na defesa nacional e mencionou perdas pessoais derivadas de ataques recentes, incluindo familiares próximos.
Contexto institucional
O Líder Supremo é eleito pela Assembleia dos Especialistas, composta por 88 clérigos. O cargo, vitalício, permanece sob o controle de uma estrutura que inclui o Executivo, o Parlamento, o Judiciário e o Conselho dos Guardiões, com atuação direta das Forças Armadas.
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