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Israel ataca sul do Líbano após Hezbollah rejeitar trégua

Israel ataca sul do Líbano após Hezbollah rejeitar cessar-fogo; mais de 3.526 mortos desde março e ordens de evacuação em várias cidades

Escombros no local de um ataque israelense ocorrido no dia anterior na cidade costeira de Tiro, sul do Líbano, em 5 de junho de 2026. Foto: Kawnat HAJU / AFP
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  • Israel lançou novos ataques no sul do Líbano nesta sexta-feira, 5, e emitiu ordens de evacuação em várias cidades, após Hezbollah rejeitar o cessar-fogo.
  • O Ministério da Saúde libanês informou que os ataques desde março já deixaram pelo menos 3.526 mortos no Líbano; do lado israelense, 27 soldados e um civil morreram.
  • Depois de negociações em Washington, o Hezbollah rejeitou o acordo de cessar-fogo, exigindo uma retirada completa de Israel do sul do Líbano; EUA e Israel permanecem em tensão diplomática, com críticas públicas entre representantes de ambos os lados.
  • O porta-voz militar israelense alertou moradores próximos a alvos do Hezbollah; a agência oficial libanesa NNA relatou deslocamento em massa em três vilarejos afetados e ataque a uma deles.
  • A Organização das Nações Unidas ampliou o apelo humanitário para o Líbano a 640 milhões de dólares, destacando vulnerabilidade de deslocados e capacidade de abrigo insuficiente.

Israel ataca novamente o sul do Líbano após Hezbollah rejeitar cessar-fogo

Nesta sexta-feira (5), Israel lançou novos ataques no sul do Líbano e emitiu ordens de evacuação em várias cidades da região, após o Hezbollah rejeitar a proposta de cessar-fogo. O confronto é parte da escalada iniciada em março, ligada a ataques entre israelenses, libaneses e potências regionais.

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, o país registrou ao menos 3.526 mortos desde março, parte de uma ofensiva que intensificou a violência na região. Do lado israelense, 27 soldados e um civil morreram até o momento.

O avanço militar ocorre num momento de tensões religiosas e estratégicas no Oriente Médio, dificultando negociações entre Washington e Teerã, que pressionam por um cessar-fogo abrangente no Líbano para avançar em acordos regionais.

Representantes dos governos de Israel e do Líbano se reuniram em Washington, após dois dias de negociações, e concordaram com um cessar-fogo inicial. O Hezbollah, porém, rejeitou o acordo, solicitando retirada completa de Israel do sul do Líbano.

O porta-voz do exército israelense para o árabe, Avichay Adraee, alertou moradores de várias cidades do sul, destacando que pessoas próximas a operativos ou instalações do Hezbollah estariam em risco. A comunicação ocorreu por meio das redes sociais.

A agência de notícias oficial do Líbano, a NNA, informou deslocamento em massa de moradores em três aldeias afetadas e registrou um ataque a uma delas, conforme relato de autoridades locais.

Na noite desta sexta, ataques aéreos israelenses provocaram mortes em Tiro, chegando a sete óbitos em uma única cidade, segundo informações da Defesa Civil Libanesa. Familiares descreveram danos significativos em residências próximas a hospitais.

Naim Qasem, líder do Hezbollah, reiterou a exigência de um cessar-fogo global sem permitir que Israel estabeleça liberdade para ataques. A posição do grupo manteve-se como condição para qualquer acordo duradouro.

O ministro da Defesa de Israel disse que as operações devem continuar até alcançar a desarticulação de infraestrutura considerada terrorista, caso o Hezbollah persista nos ataques. As declarações reforçam a continuidade das ações militares.

Ao longo do dia, a ONU ampliou o apelo humanitário para o Líbano, elevando a assistência necessária para 640 milhões de dólares (aproximadamente 3,2 bilhões de reais). O OCHA destacou a vulnerabilidade causada por deslocamentos e pela complexa logística de acolhimento.

O conflito, que se tornou uma das mais graves escaladas na fronteira libanesa em décadas, permanece com riscos elevados para civis e para as negociações regionais, sobretudo entre EUA, Israel e Iran.

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