- A ONU alerta que o fechamento do Estreito de Ormuz, provocado pela guerra no Oriente Médio, pode agravar a fome mundial; em março, 320 milhões de pessoas já viviam insegurança alimentar aguda.
- O Programa Mundial de Alimentos estima que a situação pode piorar, com quase 45 milhões a mais em risco se a guerra não terminar até junho e o petróleo ficar acima de 100 dólares o barril.
- O diretor do serviço de análise de segurança alimentar do PMA, Jean-Martin Bauer, afirma que o fechamento do estreito eleva os preços de arroz e trigo e aumenta a fome.
- O PMA teme efeitos de contágio pelos preços de combustíveis e alimentos, perda de renda e perturbações no comércio, sugerindo o retorno de uma crise global de custo de vida semelhante à de 2022.
- A organização prevê ruptura de fornecimento no próximo mês, com risco de não haver comida para distribuição; crianças com menos de cinco anos são as mais vulneráveis, incluindo região da Somália, e há projeção de 1,5 milhão de pessoas a menos assistidas em 2026 se a guerra continuar.
A ONU alertou que a fome global pode se agravar com o conflito no Oriente Médio. Em março, 320 milhões de pessoas já enfrentavam insegurança alimentar aguda. A entidade teme uma piora semelhante à crise de 2022.
Segundo o Programa Mundial de Alimentação (PMA), o cenário pode chegar a 365 milhões de pessoas famintas caso a guerra se prolongue e o petróleo ultrapasse 100 dólares o barril. A previsão leva em conta agravantes como preços recordes.
O PMA destaca que o fechamento do Estreito de Ormuz, em resposta ao conflito, aumenta os custos de alimentos básicos como arroz e trigo. O crescimento dos preços pode reduzir o poder de compra de famílias pobres.
Jean-Martin Bauer, chefe de análise de segurança alimentar do PMA, disse à AFP que o risco de contágio econômico é real. A organização também aponta impactos no combustível, na renda e no comércio global.
Em Genebra, Bauer informou que o PMA se prepara para uma possível ruptura de fornecimento no próximo mês, o que comprometeria a distribuição de comida. Crianças menores de cinco anos seriam as mais vulneráveis.
A organização estima que pode reduzir a assistência prevista para 2026 em 1,5 milhão de pessoas. Se o conflito durar mais seis meses, mais de nove milhões podem ficar sem apoio humanitário.
O alerta cita ainda a possibilidade de novos choques regionais, com impactos diretos na Somália, já com risco de fome. Não houve confirmação de fontes adicionais de financiamento até o momento.
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