- Israel ordenou evacuações forçadas em nove aldeias no sul do Líbano, levando milhares a deixarem as casas, incluindo Anqoun, que abriga pelo menos duas mil e quinhentas pessoas deslocadas.
- Forças israelenses realizaram ataques aéreos em várias áreas do sul do Líbano, atingindo Nabatieh e a região de Kfar Tebnit; a cidade de Beaufort Castle também é mencionada no contexto da ofensiva.
- Hezbollah reagiu aos anúncios de cessar-fogo propostos pelos EUA, rejeitando o acordo e qualificando-o de “rendição” por permitir ataques aéreos de Israel.
- O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o aprofundamento da invasão no sul do Líbano, após a tomada de Beaufort Castle; o território ocupado por Israel já soma mais de 608 quilômetros quadrados.
- O Líbano vem tentando negociações paralelas em Washington para um cessar-fogo, com dúvidas sobre o apoio de Hezbollah; o premiê marroou que não encaminharia o acordo ao gabinete sem Hezbollah concordar aos termos.
Israel realiza ataques no sul do Líbano após ordenar evacuações em nove vilarejos
Militares israelenses lançaram ataques aéreos no sul do Líbano depois de emitir ordens de evacuação forçada para nove vilarejos, incluindo Anqoun, que abriga pelo menos 2.500 desalojados. A ofensiva ocorreu na véspera de novos confrontos entre Israel e o Hezbollah.
As ações ocorreram na sexta-feira, quando o Exército de Israel disse que atacaria alvos do Hezbollah na região. Em Anqoun, carros foram atingidos por ataques com drones na região de Nabatieh, enquanto a cidade de Kfar Tebnit recebeu bombardeios aéreos e ataques de artilharia. Beirute esteve sob pressão durante o avanço israelense.
A evacuação forçada também atingiu Nabatieh e áreas vizinhas, com operações militares em direção à cidade, antes abandonada por residentes. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou o aprofundamento da invasão após a tomada do castelo de Beaufort, na região.
Hezbollah respondeu aos ataques com tiros de artilharia e foguetes perto do castelo de Beaufort, segundo comunicado do grupo. A violência ocorre dois dias após uma trégua intermediada pelos EUA, rejeitada pelo Hezbollah, que qualificou o acordo como uma rendição.
Contexto regional e negociações têm sido foco de diplomatas em Washington, com o Líbano buscando evitar que o sul do país volte a sofrer como campo de disputas entre potências. O premiê libanês Nawaf Salam pediu que o país não seja instrumentalizado em conflitos de terceiros.
Observação: não é possível confirmar se a retirada de Dibbin, ocorrida na quinta-feira, está diretamente relacionada aos termos da proposta de trégua, segundo informações de fontes locais. A presença de tropas israelenses na região continua sob tensão, com monitoramento de forças internacionais.
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