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Zelenski solicita reunião pessoal com Putin por carta; Moscou reage com indiferença

Zelenski envia carta a Putin propondo encontro cara a cara; Moscou reage com frieza e afirma que não negocia com líder não legitimamente eleito

NurPhoto (NurPhoto via Getty Images)
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  • Zelenski enviou uma carta a Putin propondo encontro pessoal e um diálogo direto, com intercâmbio de prisioneiros, para encerrar a guerra.
  • Moscou respondeu sem entusiasmo: o Kremlin diz que não negocia por meio de cartas abertas e que não reconhece Zelenski como presidente legítimo.
  • Zelenski sugere locais neutros para as negociações, como Suíça, Turquia e países árabes, e afirma que Europa e Estados Unidos podem participar do processo.
  • Putin afirma que a Ucrânia deve abandonar as regiões disputadas e que não houve decisão de paz, destacando as altas perdas russas e a dureza da mobilização.
  • Zelenski alerta que, se Putin não concordar em terminar a guerra, a Ucrânia continuará lutando, ressaltando o apoio internacional e a importância da segurança europeia para o continente.

Volodímir Zelenski enviou uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, solicitando uma reunião presencial. O pedido, com possíveis destinatários indiretos como Washington e países europeus, visa mostrar que Moscou prefere prolongar o conflito. O Kremlin diz que só negociará paz por meio de tratado assinado por Zelenski.

Zelenski afirma que a diplomacia deve começar por uma conversa direta entre os dois, propondo inclusive a troca de prisioneiros. A carta foi publicada na conta do presidente ucraniano na X na noite desta quinta-feira, após ter sido encaminhada nesta semana.

Moscou recebeu a carta, segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, de forma pouco entusiasmada. O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Mijaíl Galuzin, disse que não se pode levar a sério negociações com mensagens públicas, e que ainda não houve resposta oficial.

O Kremlin mantém que não pode reconhecer Zelenski como presidente legítimo para firmar um acordo. Putin reiterou, em encontro com a imprensa, que qualquer acordo exige quem seja reconhecido pela Constituição ucraniana. Em seguida, ressaltou que as forças ucranianas devem se retirar de territórios reivindicados.

Zelenski lembrou que a Rússia tem até o momento se mostrado reticente a encontros diretos, citando a ideia de que o Ocidente seria um local neutro para eventuais negociações. O presidente destacou possíveis arenas neutras como Suíça, Turquia e membros do mundo árabe, além de mencionar a participação europeia.

O líder ucraniano também citou a participação dos Estados Unidos como potencial apoio a moldar uma nova arquitetura de segurança na região. Embora critique encontros passados, ele sinalizou abertura para envolvimento de aliados europeus e de outras nações na mediação.

Ambas as partes apontam impactos do conflito. Zelenski informou perdas humanas e econômicas na Rússia, citando números de maio e desafios logísticos em áreas sob controle russo. Putin, por sua vez, afirmou que as perdas na Ucrânia atingem cerca de 40 mil mensalmente, destacando a dificuldade de mobilização.

A carta de Zelenski encerra propondo que, se não houver vontade de paz, a Ucrânia continuará a defender sua existência. O tom sugere que, na prática, as negociações dependem de posição de Moscou e de alinhamentos internacionais, sem previsões de data para encontro.

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