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O Senado aprova mais US$ 70 bilhões para financiar ofensiva migratória de Trump

Senado aprova projeto que destina 70 bilhões de dólares às agências migratórias nos próximos três anos, virando vitória para Trump e segue para a Câmara

Agentes del ICE al exterior de un centro de detención en Newark, el 3 de junio.
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  • O Senado aprovou, na madrugada, um projeto para acrescentar 70 bilhões de dólares às agências migratórias dos Estados Unidos nos próximos três anos, até o fim do mandato de Donald Trump, em votação de 52 a 47. O texto segue para a Câmara dos Deputados.
  • Apenas a senadora Lisa Murkowski, do Alasca, votou com os democratas contra o pacote; a votação ocorreu após uma sessão que começou na quinta-feira e terminou na madrugada desta sexta.
  • Os republicanos usaram a técnica de reconciliação para aprovar a lei sem apoio dos democratas, rejeitando emendas que buscavam limitar o fundo de compensação de Trump e outras reformas.
  • Partes do dinheiro devem aumentar vagas nos centros de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE); a medida ocorre em meio a críticas sobre reformas necessárias nas agências migratórias.
  • Um memorando do ICE divulgado relata que a agência está revendo regras sobre o reporte de mortes de pessoas sob custódia, com 18 óbitos registrados nos primeiros cinco meses do ano, perto de superar o total de 30 no ano anterior.

O Senado aprovou na madrugada desta sexta-feira um projeto de lei que destina cerca de 70 bilhões de dólares às agências migratórias dos Estados Unidos pelas próximas três anos, até o fim do mandato de Donald Trump. Foram 52 votos a favor e 47 contra, com o bloco republicano unido, exceto pela senadora Lisa Murkowski, de Alasca, que votou contra.

A medida segue para a Câmara dos Representantes, onde a maioria é republicana e a previsão é de aprovação sem grandes entraves. A vitória ocorre após semanas de negociações e disputas internas dentro do próprio Partido Republicano.

Manobras e controvérsias

A aprovação ocorreu via projeto de lei de reconciliação, permitindo um alto número de emendas. Nenhuma proposta dos democratas foi acolhida na etapa final. Entre as emendas descartadas, houve tentativa de proibir o fundo de compensação de 1,776 bilhão de dólares defendido por Trump.

Alguns republicanos discordaram de pontos como o fundo de compensação e o financiamento para o salão de baile da Casa Branca, mas a maioria reformou posição durante a votação, que se estendeu até a manhã de sexta-feira.

Contexto político e impacto

O líder da maioria republicana, John Thune, reconheceu atrasos causados pelas disputas sobre o fundo. A oposição democrata criticou a proposta, destacando prioridades diferentes e apontando custos para as famílias trabalhadoras.

Democratas também argumentaram que o financiamento deveria acompanhar reformas nas agências migratórias, após incidentes envolvendo agentes que repercutiram durante operações de deportação. Entre críticas, citaram abusos na Operação Metro Surge em Minneapolis.

Dados e desdobramentos

Os 70 bilhões somam-se a 170 bilhões já destinados às agências migratórias pelo chamado Big Beautiful Bill, aprovado em julho do ano anterior. Parte dos recursos deve ampliar a capacidade de detenção do ICE, com relatos de condições críticas nos centros de detenção.

Em memorando divulgado a funcionários do ICE, o diretor interino David Venturella informou a retirada de parte de regras sobre notificação de falecimentos ocorridos dentro de 30 dias após a liberação de detidos. A medida reacende debate sobre condições de custódia.

O governo de Joe Biden já enfrentou críticas e pressões por reformas nas operações de imigração. O nova alocação de recursos, aprovada pelo Senado, deve ser discutida e votada na Câmara nos próximos dias.

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