- O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou ter respondido à proposta mais recente dos EUA para encerrar a guerra, poucas horas após Trump renovar as ameaças contra Teerã; o porta-voz Esmaeil Baqaei disse que as preocupações foram transmitidas e que as negociações seguem por meio do mediador Paquistão, sem detalhes divulgados.
- O Irã manteve suas exigências, incluindo a liberação dos ativos iranianos congelados no exterior, o fim das sanções de longa data e que os EUA paguem reparações por danos causados pela guerra.
- O porta-voz afirmou que o Irã está preparado para qualquer eventualidade em relação a um possível confronto militar.
- A Fars informou que a nova proposta dos EUA pedia que Teerã mantenha apenas uma instalação nuclear ativa e transfira parte de seu urânio enriquecido para os EUA; Washington não aceitou liberar ativos nem indenizações.
- Sobre o Estreito de Ormuz, o Irã diz que continuará a administrá-lo; o Conselho Supremo de Segurança Nacional criou um novo órgão para gerenciar a passagem, com informações em tempo real previstas pela autoridade do estreito e possíveis licenças para cabos de fibra óptica que o cruzam.
- Na frente libanesa, o Ministério da Saúde registrou mais de três mil mortos desde 2 de março, totalizando duzentos e onze menores de dezoito anos e cento e dezesseis profissionais de saúde entre as vítimas, além de nove mil duzentas e setenta e três feridos; o cessar-fogo é frágil desde 17 de abril e o presidente Joseph Aoun prometeu agir para pôr fim ao conflito.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou nesta segunda-feira 18 que respondeu à proposta mais recente dos Estados Unidos para encerrar a guerra, poucas horas após Trump renovar ameaças a Teerã caso não aceite o acordo. O Irã diz ter apresentado preocupações à parte americana e continua as negociações por meio do mediador paquistanês.
Baqaei, porta-voz da diplomacia, destacou que as exigências do Irã incluem a liberação de ativos bloqueados, o fim de sanções antigas e pagamento de reparações por danos de guerra, além da participação de Washington em negociações formais para encerrar o conflito. Detalhes do conteúdo não foram divulgados.
Segundo o porta-voz, as conversas seguem com o apoio do mediador paquistanês, sem novos anúncios sobre próximos passos. O governo iraniano mantém firme a posição de exigir fim de sanções, desbloqueio de ativos e uma cessação de hostilidades, condicionada a garantias de paz.
A agência Fars informou que a proposta de Washington aponta para cinco pontos, entre eles manter apenas uma instalação nuclear em funcionamento e transferir urânio enriquecido para os EUA. O Irã já havia pedido o fim de todos os bloqueios e o retorno de ativos congelados.
Também se observa que o Irã reforça que continuará a administrar o Estreito de Ormuz, sob controle estratégico para a passagem de navios. O Conselho Supremo de Segurança Nacional criou, nesta segunda, um órgão para gerir o estreito, com informações em tempo real previstas pela PGSA.
- Em paralelo, a Guarda Revolucionária sinalizou possibilidade de licenciamento de cabos de fibra óptica que cruzam o estreito, como parte de uma gestão de soberania sobre o leito e o subsolo das águas iranianas. A instituição comunicou as condições por meio de redes sociais.
Na frente libanesa, o Ministério da Saúde do Líbano informou mais de 3.000 mortos desde 2 de março, data do início dos ataques entre Israel e o Hezbollah. O relatório aponta 3.020 mortes, 211 menores de 18 anos e 116 profissionais de saúde, além de 9.273 feridos.
Um cessar-fogo frágil permanece em vigor desde 17 de abril, mas há acusações mútuas de violação. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que fará o que for necessário para encerrar o conflito e facilitar o retorno das pessoas deslocadas.
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