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Ucrânia adota nova estratégia de guerra e mostra eficácia

Com neutralização estratégica, Ucrânia amplia ataques de longo alcance, debilita indústria russa e pressiona negociações de paz

Volodymyr Zelensky, President of Ukraine, stands in front of a Patriot anti-aircraft missile system during his visit to a military training area on June 11, 2024 in Mecklenburg, Germany.
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  • Ucrânia adotou, há um ano, estratégia de neutralizar a Rússia, buscando degradar a economia e a capacidade militar russa com guerra de longo alcance, em vez de retomar território de forma tradicional.
  • Ataques ucranianos de longo alcance têm visado infraestrutura energética, fábricas de armamentos e centros logísticos da Rússia, alcançando alvos a até 1.750 quilômetros de distância.
  • Nos meses de abril e maio, foram atingidas cerca de 20 refinarias de petróleo e terminais de exportação; a produção nas refinarias russas caiu para recorde baixo desde 2009.
  • A ofensiva russa no terreno tem sido dificultada, com relatos de estagnação de avanços e perda líquida de território em abril, segundo o Instituto de Estudos de Guerra.
  • Putin pediu cessar-fogo no dia 9 de maio; o Kremlin avalia reformular a narrativa de guerra como “vitória” e manter territórios ocupados; a aprovação de Putin pela população russa caiu para 73%.

A Ucrânia avançou com uma nova estratégia militar após um ano de guerra. O governo de Kyiv busca neutralizar ativos russos de forma estratégica, reduzindo ataques diretos para retomar territórios. A operação foca em ataques de longo alcance e danos à infraestrutura e à indústria de defesa da Rússia.

Com o foco migrando de ofensivas sangrentas para guerra híbrida, Kiev usa mísseis de alcance extendido e drones de alta precisão para degradar redes energéticas, plantas químicas e centros logísticos russos. A postura busca pressionar Moscou a negociar sob condições mais favoráveis a Kyiv.

O governo ucraniano afirma que a mudança reduz custos humanos e amplia as possibilidades de pressão diplomática. Analistas dizem que a estratégia pode fortalecer o apoio ocidental e criar incentivos para um acordo que garanta participação de Kyiv em negociações.

Ações e impactos

Desde março, a Ucrânia tem atacado refinarias, terminais de exportação e instalações militares russas com frequência crescente. Em abril, foram alvo 20 alvos de petróleo e energia, ampliando o raio de ataques para além do território contíguo.

Drones ucranianos teriam alcançado alvos até 1.750 quilômetros de distância, ampliando o alcance das ações. A Rússia registrou queda na produção de refino, enquanto as exportações de petróleo sofreram interrupções, conforme dados de observadores independentes.

Paralelamente, ataques a bases aéreas, sistemas de defesa e plantas de armamento parecem frear o avanço terrestre russo. Institutos de estudo apontam que a ofensiva de primavera russa não obteve ganhos significativos até o momento.

Reação internacional e cenário russo

Especialistas dizem que a nova tática busca demonstrar aos apoiadores ocidentais a viabilidade de pressionar Moscou a aceitar concessões. A estratégia pode influenciar negociações futuras, segundo analistas, ao mostrar capacidade de causar prejuízos econômicos à Rússia.

Na Rússia, cresce a discussão interna sobre o custo da guerra e o teto de mobilização. Meios independentes relatam debates sobre manter o conflito apenas com territórios ocupados e evitar mobilização total, para não esgotar recursos.

O governo russo tenta reorientar a comunicação pública, apresentando possíveis cenários de cessar-fogo e mantendo o controle sobre a narrativa de uma “operação especial”. O ambiente político russo mostra sinais de desconforto com o impacto da guerra no país.

Putin pediu prudência às expectativas públicas durante a comemoração do Dia da Vitória, sinalizando a possibilidade de manter operações contidas e evitar grandes demonstrações militares. Observadores apontam que isso pode indicar ajustes estratégicos em curso.

Perspectivas

Analistas dizem que a Ucrânia continua dependente de apoio externo para sustentar a capacidade de longo alcance. A pressão econômica russa, intensificada pelos ataques, é vista como fator-chave para futuras negociações. O ritmo das ações militares permanece crucial para o equilíbrio entre as partes.

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