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Drones redefinem o conflito na Colômbia com aumento de mortes e feridos

Drones redefinem o conflito na Colômbia, com mortes civis e expansão de ataques, abrindo frente aérea de alto risco e vulnerabilidade da população

The Colombian army has launched its own battalion of unmanned aircraft as part of efforts to tackle the growing threat.
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  • Grupos armados na Colômbia passaram a usar drones com explosivos desde 2023, atingindo civis, hospitais, escolas e infraestrutura, com vítimas em crescimento.
  • O primeiro ataque fatal com drone ocorreu em Cauca, em 2024, quando uma criança de 10 anos morreu; houve também feridos em ataques subsequentes a um hospital, a uma base policial, à casa de um prefeito e a uma base militar.
  • Dados de monitoramento mostram elevação expressiva: ACLED passou de zero ataques em 2023 para 38 em 2024 e 149 em 2025; a defesa do país registrou ainda mais ataques entre 2024 e 2025.
  • Dissidentes das Farc e o ELN foram entre os primeiros a adotar a tecnologia, utilizando drones comerciais adaptados; há relatos de recrutamento de menores para operar drones.
  • O governo tem feito ações restritivas e criou unidades anti-drone, mas especialistas alertam que os grupos armados evoluem rapidamente e a violência envolve cada vez mais civis.

Drones expandem o conflito na Colômbia, elevando o número de mortes e feridos. Em Cauca, no sul do país, um drone lançou uma granada durante uma partida de futebol de crianças, matando um garoto de 10 anos e ferindo 12 civis. Foi o primeiro caso conhecido de ataque com drone armado na Colômbia, registrado em 2024.

Em 2024, ataques com drones se espalharam por várias regiões, atingindo hospitais, escolas, delegacias, redes elétricas e residências. Entre 2023 e 2025 houve aumento expressivo: ACLED registra 38 ataques em 2024 e 149 em 2025; o Ministério da Defesa aponta 333 ataques em 2025. O impacto atingiu civis com ferimentos legais e indiretos.

Aumento da ameaça e o papel das facções

Farc dissidentes foram os primeiros a usar a tecnologia, seguidos por grupos como ELN. Os drones costumam ser versões modificadas de modelos comerciais, com custo relativamente baixo, usados em ataques kamikaze que se tornam armas autônomas ou guiadas.

Análises indicam que a geografia do conflito se alargou, com ataques em 12 municípios em 2024 e 41 em 2025. Em dezembro de 2025, houve ações contra uma base militar e uma delegacia, com mais ataques a unidades de polícia e militares em janeiro de 2026, atribuídos a ELN e Farc.

Crescente exposição de civis e consequências

Entre 2024 e 2025, houve aumento de ataques que atingiram civis, incluindo ferimentos entre moradores expostos ao cruzar entre operações de combate. Em 2026, autoridades relataram um caso em Segovia em que uma drone lançou um morteiro sobre uma casa, matando uma mãe e dois filhos.

Em meio às novas táticas, houve apreensão de um drone explosivo próximo ao aeroporto internacional de Bogotá e a uma base militar adjacente, com fibras ópticas que dificultam a interferência. Especialistas destacam que esse tipo de equipamento facilita ataques de maior alcance e resistência a interferências.

Reação do governo e desafios operacionais

O governo colombiano tem anunciado medidas para enfrentar a nova fronteira, incluindo um escudo anti-drones de alto custo e restrições a importação de drones. No entanto, autoridades admitem dificuldade de atuação em um terreno fragmentado, com milhares de soldados em atuação pelo país.

Analistas ressaltam que grupos armados já teriam desenvolvido unidades próprias de dronagem, com operações cada vez mais sofisticadas. A mudança tecnológica também envolve recrutamento de menores e uso de redes criminosas transnacionais para ampliar acesso a equipamento e know-how.

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