- O mercante russo Ursa Major afundou em 23 de dezembro de 2024, a cerca de 60 milhas náuticas da costa de Cartagena, durante operação de salvamento; 14 dos 16 tripulantes foram resgatados.
- A carga declarada incluía componentes destinados à construção de um rompe-vidros nuclear russo, além de contêineres vazios, repostos e duas grandes gruas Liebherr; a teoria de peças para reatores não foi confirmada pelo governo.
- O capitão informou explosões na sala de máquinas, causando inundação e escoramento; relatos de tripulantes apoiaram essas informações durante as operações de salvamento.
- O Ursa Major era operado pela empresa Oboronlogistika para o Ministério de Defesa da Federação Russa e já tinha sido monitorado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte em atividades no Mediterrâneo.
- O naufrágio ocorreu em águas internacionais, a cerca de 2.500 metros de profundidade; não há conclusão sobre a causa das explosões, e o resgate foi assumido pelo navio de guerra russo Ivan Gren, com retirada de embarcações espanholas a duas milhas.
O navio mercante russo Ursa Major afundou a 60 milhas náuticas da costa de Cartagena durante a operação de salvamento ocorrida em 23 de dezembro de 2024. Doze horas após o início da emergência, 14 dos 16 tripulantes foram resgatados. Autoridades russas não atribuíram o naufrágio a sabotagem ou ataque, segundo informações citadas pela ministra da Defesa, Margarita Robles, em comissão do Congresso.
Conforme o relatório apresentado pela Armada, a salvação envolveu o Centro de Coordenação e Salvamento de Cartagena, com o envio dos navios Clara Campoamor, Draco e o helicóptero de Salvamento Marítimo. O Oslo Carrier III foi deslocado para oferecer apoio, acompanhado pelo patrulheiro Serviola, que monitorava a presença de três navios da Marinha russa na área.
O Ursa Major partiu de Sankt Petersburgo em 11 de dezembro, com destino declarado ao porto de Vladivostok. A carga, segundo o relatório, incluía componentes destinados à construção de um rompehielos nuclear russo, além de contêineres vazios, repostos e duas grandes gruas Liebherr. A operação de resgate recebeu apoio de outros navios mercantes na área, que foram orientados a se manter a distância para evitar incidentes.
Carga, pista de investigação e desdobramentos
O relatório da Armada destaca que houve explosões na sala de máquinas, relatadas por vários tripulantes, mas não aponta autoria nem sabotagem. A água entrou pela popa, provocando o escoramento do navio e eventual afundamento. O Ursa Major teria zarpado de San Petersburgo com destino a Vladivostok, mas ficou monitorado pela OTAN durante inspeções de convoyos no Mediterrâneo.
Às 23h20 do dia 23, o escoramento aumentou rapidamente e o navio afundou, com restos sendo observados pela tripulação do Ivan Gren, um dos navios russos na área. O Clara Campoamor permaneceu na região para avaliação, enquanto o Serviola monitorou atividades do Ivan Gren. Dois tripulantes ainda eram dadas como desaparecidos, mas o Ivan Gren seguiu viagem na madrugada seguinte.
O relatório final aponta que o naufrágio ocorreu a aproximadamente 2.500 metros de profundidade, em águas internacionais. Fontes militares indicam que o pecio pode ter sido arrastado por correntes, deslocando-se possivelmente para perto de costas argelinas. Sem acesso aos compartimentos afetados, não é possível confirmar as causas das explosões; hipóteses permanecem em aberto.
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