- Organizadores da nova flotilha para Gaza denunciou interceptação por navios militares de Israel perto do Chipre, após a partida da Turquia na semana passada.
- O governo israelense afirmou que não permitirá que os barcos cheguem a Gaza e pediu aos participantes que mudem de rumo.
- A ação é a terceira tentativa em um ano de romper o bloqueio imposto a Gaza.
- Cerca de cinquenta barcos zarparam em 14 de maio, vindos do sudoeste da Turquia; uma flotilha anterior foi interceptada na costa da Grécia em 30 de abril, com dois ativistas detidos e expulsos em 10 de maio.
- ONGs denunciaram detenções ilegais e maus-tratos, enquanto Israel criticou a iniciativa, citando a participação de Mavi Marmara e IHH.
A flotilha organizada para levar ajuda a Gaza passou a ser alvo de interceptação militar perto do Chipre, segundo anúncio de integrantes do movimento. O grupo afirmou que navios de Israel já abordavam o primeiro barco, em pleno dia, enquanto a operação ainda ocorria. A iniciativa partiu da Turquia na semana anterior.
O governo israelense afirmou que não permitirá que as embarcações cheguem a Gaza, reiterando a continuidade do bloqueio naval. Em mensagem publicada, o Ministério das Relações Exteriores pediu aos participantes que mudem de rumo e retornem. A posição israelense sustenta que a ajuda já chega à região de outras formas.
Esta é a terceira tentativa de romper o bloqueio em 12 meses. Em 14 de maio, quase 50 barcos zarparam do sudoeste da Turquia, em direção ao território palestino. O objetivo é pressionar pela passagem de ajuda humanitária a Gaza.
Autoridades israelenses já haviam interceptado uma flotilha anterior em águas internacionais, próximo à Grécia, em 30 de abril. A maior parte dos ativistas foi liberada em Creta, mas dois deles ficaram detidos inicialmente em Israel.
Entre os detidos, estavam Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, com cidadania espanhola e origem palestina. Eles foram liberados após dias de detenção e interrogatórios, com expulsão anunciada para 10 de maio. ONGs denunciaram maus-tratos, acusações que Israel rejeita.
Movimento internacional e resposta diplomática
As atenções se voltam para a repercussão internacional do episódio, com organizações não governamentais questionando a legalidade das detenções e a eficácia do bloqueio. O chanceler do país afirma que a cooperação com a situação permanece firme, sem indicar mudanças na política de Gaza.
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