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David Walsh expande o Museum of Old and New Art na Tasmânia

Nova ala Phrontisterion do Mona abre com biblioteca de cinquenta mil volumes e catalogação própria, mirando substituir o sistema Dewey

German artist Anselm Kiefer (left) with Mona’s David Walsh
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  • O museu Mona, em Hobart, Tasmania, inaugura neste fim de semana o Phrontisterion, maior obra de expansão em quinze anos, aumentando o espaço expositivo de 8.440 m² para cerca de 12.640 m² (orçado em A$ 100 milhões).
  • A ala abriga obras de Anselm Kiefer, Willem Blaeu e Julian Charrière, além de ampliar o espaço da biblioteca com mais de 50.000 livros, mapas e documentos.
  • Entre as novidades está Elektra (2025), uma pirâmide invertida de concreto de Kiefer, inspirada no estúdio do artista na França, Barjac. A obra já foi apresentada em Mona e integra o conjunto da biblioteca.
  • Um destaque é Breathe, instalação permanente de Charrière que permite aos visitantes inspirar moléculas de oxigênio presas em minério de ferro de 2,4 bilhões de anos atrás, resultado da Grande Oxidação.
  • A nova ala também trouxe In Absence, de Yhonnie Scarce e Edition Office, além de um sistema de catalogação proprietário que visa reduzir a dependência do Dewey Decimal System e reforçar a filosofia conceitual da Mona.

O Mona, em Hobart, abre neste fim de semana o Phrontisterion, a maior expansão de sua história de 15 anos. O projeto, avaliado em cerca de A$ 100 milhões, amplia a área expositiva e integra a biblioteca do museu. O objetivo é reeducar o modo de compreender um museu.

David Walsh, fundador do Mona, lidera a iniciativa que já envolve obras de Anselm Kiefer, Willem Blaeu e artistas contemporâneos como Julian Charrière. A nova ala soma mais espaço e consolida a visão de transformar a visita em experiência de estudo e reflexão.

Cartografia e arte contemporânea

A expansão abriga a biblioteca, com mais de 50 mil itens, e uma tecnologia de catalogação própria, buscando substituir o Dewey Decimal. O espaço exibe obras que dialogam com a ideia de origem, tempo e percepção da arte.

Entre as atrações, está Breathe, instalação de Charrière que permite aos visitantes inalar moléculas de oxigênio antigas de rochas de 2,4 bilhões de anos. O conjunto reforça a proposta de combinar ciência, história e arte.

Um espaço de pensamento

A ala inclui Elektra, uma pirâmide invertida de concreto de Kiefer, inspirada no ateliê do artista na França. Walsh descreve o projeto como uma imersão em espaço negativo, destinado a estimular contemplação e estudo.

O projeto também contempla instalações como In Absence, parceria entre Yhonnie Scarce e Edition Office, na beira do Rio Derwent. A obra utiliza madeira e vidro para explorar tradições das primeiras populações da região.

O Mona sustenta que a prática econômica de espaço não compromete a ambição intelectual. O museu busca esclarecer motivações dos artistas e ampliar o entendimento sobre como a arte é criada, apreciada e integrada à cultura.

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