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Permabases ou Flexispaces: qual é o melhor para galerias comerciais

Lehmann Maupin adota espaço permanente em Cork Street e mostra híbrido, sinalizando modelo de galerias mais flexível diante de tempos incertos

Lehmann Maupin is taking a hybrid approach at London’s No. 9 Cork Street. It will have a permanent gallery on the first floor of the hub, while its traditional primary market programme will have shows three to four times a year in the hub’s ground floor gallery
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  • Lehmann Maupin adotará um modelo híbrido em No. 9 Cork Street, em Londres, com uma galeria permanente no primeiro andar do hub.
  • O programa de mercado primário tradicional ficará hospedado na galeria do piso térreo, em blocos de mostra de três a quatro vezes ao ano.
  • A estratégia busca flexibilidade frente a tempos incertos, permitindo adaptar a base principal, com Nova York como HQ, e explorar oportunidades externas.
  • O modelo valoriza também as feiras de arte, que continuam sendo fonte significativa de vendas, mesmo com custos fixos reduzidos.
  • A Frieze ajustou critérios de participação, passando a priorizar propostas específicas e um “programa regular de exposições” em vez de exigir espaço físico permanente.

Lehmann Maupin adota espaço híbrido em Londres, combinando galeria permanente com programa de mercado primário em local adjacente. A iniciativa foi anunciada após a inauguração de um espaço no hub Frieze No. 9 Cork Street, em janeiro.

A galeria terá a primeira floor como base permanente, servindo também ao seu negócio de mercado secundário. O programa tradicional será apresentado três a quatro vezes ao longo do ano no espaço de ponta no térreo do hub.

Essa estratégia reflete mudanças no setor, com custos de mercadorias imóveis elevados e inflexibilidade. A sócia Isabella Icoz afirma que o modelo permite adaptação diante de um mercado em rápida transformação.

O papel das feiras e a flexibilidade

Fazer negócios em feiras é comum e, mesmo assim, o modelo temporário não exige compromisso financeiro de longo prazo. Em média, casi um terço das vendas vêm de feiras quando o negócio dá certo.

Simon Fox, CEO da Frieze, comenta a necessidade de overhead fixo anual para galerias. Recentemente, as regras de aplicação para as feiras foram flexibilizadas, priorizando propostas e um programa regular de exposições.

Implicações para o ecossistema

A No. 9 Cork Street sinaliza o alinhamento entre permanência e rotação de espaços. A estratégia amplia a presença de Lehmann Maupin, ao mesmo tempo em que mantém galleries em circuito de rotatividade.

Apesar de o modelo ter funcionado para outros espaços, Cromwell Place enfrentou dificuldades ao surgir No. 9 em localização mais conveniente. A direção da galeria busca consistência com a marca.

Perspectivas para 2026

O setor deve continuar buscando equilíbrio entre pop-ups e permanência. A flexibilidade aparece como palavra-chave para o ano, com galerias avaliando onde investir e como distribuir espaços de acordo com a demanda.

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