- A Newcastle Art Gallery reabriu após expansão de A$ 47 milhões, que mais que dobrou o espaço expositivo e a torna a maior instituição de arte pública fora de Sydney em New South Wales.
- As novas áreas permitem exibir pela primeira vez peças da sua coleção permanente a longo prazo; a mostra de abertura, Iconic Loved Unexpected, terá 500 obras de artistas locais, nacionais e internacionais.
- A coleção permanente da galeria reúne mais de 7.000 obras, avaliadas em A$ 145 milhões, destacando-a como a mais significativa da região no estado.
- O projeto recebeu, entre outras contribuições, o maior donativo de 25 obras dos colecionadores Simon e Catriona Mordant, e um aporte surpresa de A$ 10 milhões dos falecidos Valerie e John Ryan. A mostra de abertura inclui artistas como María Fernanda Cardoso, Sangeeta Sandrasegar e Brendan Van Hek, além de peças de arte indígena e de Rafael Lozano-Hemmer.
- O redesenho adicionou 1.600 metros quadrados de espaço expositivo, 13 áreas independentes de exibição, além de convênio com acesso a loading dock, café, loja e espaço de aprendizado; a entrada é gratuita.
A Newcastle Art Gallery reabriu com grandiosidade, no coal city a duas horas de carro ao norte de Sydney, após uma expansão de A$ 47 milhões que mais que dobrou o espaço expositivo e atraiu uma importante doação artística. A reinauguração ocorreu no final de fevereiro, após a conclusão do projeto.
A ampliação tornou a instituição o maior museu de arte público fora de Sydney em Nova Gales do Norte, segundo a diretora Lauretta Morton. Agora a galeria pode exibir pela primeira vez peças da sua coleção permanente em exposições de longo prazo.
A mostra inaugural da coleção permanente, intitulada Iconic Loved Unexpected, reunirá 500 obras de artistas locais, nacionais e internacionais, desde o século XIX até a contemporaneidade. Entre os nomes estão Auguste Rodin, Joseph Lycett, Lottie Consalvo, Tracey Moffatt e Sally Gabori.
Contribuições e patrocínios
O investimento também contou com uma doação recorde de 25 obras vindas da coleção particular de Simon e Catriona Mordant, anunciada durante a reabertura. A galeria apresentará as peças ao público em uma exposição especial que abre em maio.
A obra pública da reforma incluiu uma doação surpresa de A$ 10 milhões dos falecidos Valerie e John Ryan, descritos como defensores da galeria. O montante foi somado a aportes governamentais estaduais e federais, além de fundos promovidos pela fundação da galeria e pela comunidade de Newcastle.
A ampliação elevou para 1.600 m² a área de exposição adicional e aumentou de 5 para 13 as áreas distintas de exibição. Parte do espaço passou a homenagear Margaret Olley, que colaborou com aquisições para galerias públicas australianas e morreu em 2011.
Espaço, programa e legado
Entre as novidades inauguradas está um duto de carregamento, nova cafeteria e loja, além de um espaço multisetorial de programa e estúdio de aprendizado. Exposições internacionais serão estratégicas para atrair público de outras cidades, inclusive Brisbane.
A mostra de abertura da programação artística ainda está sendo definida, mas deve incluir uma exposição individual do artista Torres Strait Islander Brian Robinson, natural de Waiben, também chamada Thursday Island. A exposição de presente Mordant apresentará obras de Maria Fernanda Cardoso, Sangeeta Sandrasegar, Brendan Van Hek, o artista indígena Ian Abdulla e Rafael Lozano-Hemmer.
A reforma foi desenhada pela Clare Design, em parceria com Smith e Tzannes Architects e Arup Engineers, mantendo a tradição de inauguração da galeria em 1977 pela rainha Elizabeth II. A entrada continua gratuita.
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