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Autoridades mexicanas são questionadas sobre sequestro de missionário

CSW cobra investigação formal sobre o sequestro de missionário cristão no Guerrero, desaparecido há mais de seis semanas

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  • Um missionário protestante de 79 anos, Benito Guevara Arcos, está desaparecido há mais de seis semanas depois de ser sequestrado por homens armados no estado de Guerrero, no sul do México.
  • A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) pediu às autoridades estaduais e federais que abram uma investigação formal sobre o caso; ele foi visto pela última vez em 31 de março na comunidade de San Vicente, em Chilpancingo de los Bravos.
  • Segundo a CSW, o missionário estava evangelizando e distribuindo Bíblias na região quando foi abordado por homens armados e forçado a entrar em um veículo; a família foi informada de possível libertação em Amojileca, a cerca de 32 quilômetros de San Vicente, mas o paradeiro não foi confirmado.
  • A família não apresentou denúncia formal à promotoria estadual por medo de represálias de grupos criminosos que atuam na região; parentes receberam escolta policial ao distribuir cartazes em abril.
  • O caso ocorre em um contexto de aumento de desaparecimentos no México, com organizações apontando elevada violência e pressão sobre cristãos em Guerrero e outras regiões.

Um missionário protestante de 79 anos está desaparecido há mais de seis semanas após ter sido sequestrado por homens armados no estado de Guerrero, no sul do México. A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) cobra que autoridades estaduais e federais abram investigação formal sobre o caso.

Benito Guevara Arcos foi visto pela última vez em 31 de março, na comunidade de San Vicente, município de Chilpancingo de los Bravos. Segundo a CSW, ele havia saído de Ocotito para evangelizar e distribuir Bíblias na região, hospedado na casa de outro cristão que iniciou buscas ao perceber o atraso no retorno.

Moradores relataram que o missionário foi abordado durante a pregação por homens armados e levado a bordo de um veículo. Dias depois, a família recebeu a informação de que estaria sob custódia de um grupo criminoso, sob a alegação de verificação de identidade, apesar dos documentos oficiais que ele portava.

O grupo criminoso informou posteriormente que Guevara Arcos seria liberado na cidade de Amojileca, a cerca de 32 quilômetros de San Vicente. Cristãos da região percorreram o trajeto indicado, mas não localizaram o missionário.

A família afirmou que o missionário não tinha celular, mas dispunha de dinheiro para retornar para casa. Em 13 de abril, parentes registraram boletim de desaparecimento na Comissão Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas no Estado de Guerrero e receberam escolta policial durante a distribuição de cartazes.

Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro ou estado de saúde de Guevara Arcos. A CSW afirma que a família ainda não formalizou denúncia à promotoria estadual, por temer represálias de organizações criminosas que atuam na região.

Contexto regional

Anna Lee Stangl, diretora de defesa da CSW, pediu que qualquer pessoa com informações procure as autoridades e cobrou ações mais firmes do governo contra grupos criminosos. Segundo ela, líderes religiosos e defensores de direitos humanos são alvos frequentes, conforme reportagem citada pelo The Christian Post.

Casos de desaparecimentos forçados ganharam destaque no México, com o país registrando aumento significativo. A CIDH aponta crescimento de mais de 200% na última década e acusações de participação ou omissão de agentes estatais em crimes.

Dados da Global Christian Relief indicam que o México teve o maior número de sequestros e ataques contra cristãos entre final de 2023 e 2025, com 376 ocorrências registradas no período. Cartéis são citados como responsáveis por maior parte dos ataques.

A Open Doors também alerta para o risco enfrentado por cristãos no país, incluindo lideranças religiosas e cristãos que atuam em comunidades indígenas, que sofrem ameaças e perseguição em várias regiões. Guerrero permanece entre as áreas mais violentas, com controle territorial de grupos criminosos.

Os sequestros ocorrem em meio a uma realidade de violência persistente no sul do México, where atividades religiosas promovidas por igrejas são monitoradas por organizações criminosas.

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