Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mais de 100 jovens ex-acolhidos morreram na Inglaterra, segundo dados

Mais de cem jovens egressos do sistema de proteção social na Inglaterra morreram no último ano; governo abre revisão urgente para identificar falhas no apoio

In 2025 the number of children looked after by local authorities in England was 81,770.
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de 100 jovens que deixaram o cuidado de serviços sociais na Inglaterra morreram no último ano, conforme dados do governo.
  • No período até abril de 2026, houve 106 óbitos de pessoas que deixaram o cuidado; nos 12 meses anteriores foram 91.
  • A maioria das mortes ocorreu entre 16 e 21 anos; muitos falecimentos não foram por causas naturais.
  • O Ministério reconhece que o número real pode ser ainda maior e abriu uma revisão urgente para entender falhas no suporte.
  • Entre as mortes recentes estão pessoas trans, jovens mães com os filhos removidos pelos serviços e jovens refugiados não acompanhados; também há casos de homicídio envolvendo jovens que estavam sob proteção.

Mais de 100 jovens que saíram do sistema de proteção social na Inglaterra morreram no último ano, segundo dados oficiais divulgados nesta semana. Entre abril de 2025 e abril de 2026, foram registradas 106 mortes de care-leavers, ante 91 nos 12 meses anteriores. A maioria tinha entre 16 e 21 anos.

O governo aponta que o número real pode ser ainda maior, já que o registro obrigatório começou apenas em 2023. O Partido Trabalhista anunciou uma revisão urgente para identificar falhas potencialmente ligadas ao suporte oferecido a essas pessoas.

A Secretaria de Educação havia divulgado que, em 2025, o total de crianças sob proteção de autoridades locais era de 81.770. As mortes anunciadas incluem jovens transgêneros, mães jovens cuja criança foi removida e jovens solicitantes de asilo desacompanhados.

Contexto e desdobramentos

Boa parte das mortes não teve causas naturais. Entre os casos relatados estão jovens de diferentes origens; alguns morreram após ataques violentos ou em circunstâncias não informadas inicialmente pelas autoridades. A divulgação se dá no contexto de debates sobre a proteção e o acompanhamento de quem deixa o cuidado formal.

Um pesquisador da Da’aro Youth Project, que trabalha com jovens solicitantes de asilo, destacou que as estatísticas são tragicamente altas e que há falhas no monitoramento após a maioridade. A organização também já defende que haja uma revisão estatutária de cada morte e uma inquirição adequada.

O caso de Evie, de 19 anos, falecida em 2024 após overdose, é citado como exemplo de lacunas na transição entre serviços para jovens que deixam o atendimento aos 18 anos. A revisão de seu caso apontou falhas na comunicação entre profissionais, moradia e medidas de proteção.

Perspectivas futuras

Especialistas reiteram a necessidade de mecanismos formais para aprender com cada morte, incluindo revisões estatutárias e inquéritos instruídos. O objetivo é identificar fatores de risco e fortalecer o suporte contínuo para quem esteve sob cuidado, minimizando novos óbitos.

A pauta envolve autoridades locais e nacionais, com foco em aprimorar a coordenação entre serviços sociais, saúde mental, habitação e proteção de jovens em situação de vulnerabilidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais