- Órgãos de saúde dos EUA, na administração Trump, divulgaram um alerta sobre o tempo excessivo diante de telas em crianças e adolescentes, considerado uma preocupação pública de saúde.
- O alerta aponta que, na adolescência, a média é de quatro horas ou mais por dia de tela, associada a sono ruim, menor desempenho escolar, menos atividade física e relações presenciais mais fracas.
- Recomendações: zero tela para crianças com até 18 meses; menos de uma hora por dia para menores de seis anos; até duas horas por dia para crianças de seis a 18 anos.
- O comunicado destaca que o uso de tela pode começar cedo e aumentar com a idade; várias nações já discutem políticas semelhantes, como Austrália, Índia e China.
- O texto também cita ações em andamento nos EUA, incluindo iniciativas para limitar telas em escolas, processos judiciais envolvendo grandes plataformas e a atuação de autoridades de saúde, com foco em monitoramento e estudos de impactos a longo prazo.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos Estados Unidos emitiu um alerta sobre o tempo excessivo de tela entre crianças e adolescentes, destacando que impactos negativos no sono e no funcionamento mental se tornaram uma preocupação de saúde pública. A orientação aponta que, na fase da adolescência, a média de uso de telas chega a quatro horas diárias ou mais.
O documento descreve que o tempo diante de telas se associa a sono ruim, queda no rendimento escolar, menor atividade física e relações presenciais enfraquecidas. O texto enfatiza que a exposição pode prejudicar o sono, fundamental para aprendizado, humor, comportamento e desenvolvimento.
Segundo o guia, recomenda-se evitar qualquer tela para crianças com menos de 18 meses, menos de uma hora por dia para menores de seis anos e até duas horas diárias para crianças de seis a 18 anos. A exposição costuma começar antes do primeiro aniversário e aumenta com a idade.
A orientação não apenas alerta, mas oferece estratégias para identificar comportamentos nocivos e estabelecer limites. Entre as medidas estão monitorar o tempo, fazer pausas, criar regras de uso e impor restrições escolares sobre dispositivos e apps.
Especialistas sugerem que, fora dos EUA, ações legislativas vêm surgindo: nação australiana e na indiana proíbem cadastros de menores em redes sociais com idade mínima; na China, o programa de modo infantil impõe restrições por dispositivo e app, conforme idade.
Na prática escolar, a prefeitura de Los Angeles aprovou recentemente uma resolução que restringe o uso de telas em salas de aula, estabelecendo limites por série, zerando o uso de tecnologia para alunos do 1º ano e proibindo YouTube em atividades estudantis.
Separadamente, decisões judiciais nos EUA responsabilizaram grandes empresas de tecnologia: uma corte no Novo México considerou a Meta responsável por enganar consumidores sobre segurança de plataformas; outra ação em Los Angeles apontou negligência da Meta e do Google em casos de dependência de mídia social.
O alerta do HHS foi consolidado por oficiais da agência, já que não existe um cirurgião-geral titular no momento. A atuação é liderada pela interina Dra. Stephanie Haridopolos, enquanto o Congresso avalia substituições potenciais, incluindo a Dra. Nicole Saphier.
O secretário do HHS, Robert F. Kennedy Jr, escreveu o prefácio, lembrando que o uso de tela tem benefícios, mas cresce uma gama de riscos para saúde mental e física das crianças. Kennedy destacou que redes sociais representam apenas uma faceta do problema.
A campanha de orientação apresenta ações como acompanhar o tempo diante de telas, promover pausas, estabelecer regras, impor limites em escolas e estimular pesquisas sobre impactos a longo prazo, além de avaliar políticas de uso de celulares nas escolas.
Entre na conversa da comunidade