- Em 15 de maio, ataques a escolas em Mussa, Borno, deixaram cerca de 50 crianças sequestradas de três instituições; a maioria tem entre dois e cinco anos.
- No mesmo dia, em Ahoro-Esinele, Oyo, duas escolas secundárias e uma primária foram atacadas; um professor morreu e o diretor de uma escola foi sequestrado, com estimativa de 40 a 45 pessoas levadas.
- Um vídeo divulgado pelos sequestradores mostra a decapitação de um professor; soldados enviados para intervir morreram após encontrarem explosivos improvisados.
- Em Borno, grupo dissidente do Boko Haram, JAS, executou pelo menos sete reféns que tentavam fugir de um acampamento; a organização mantém mais de quatrocentos reféns em acampamentos remotos.
- O impacto também atinge a igreja local e a vida comunitária, com medo generalizado, pedidos de resgate e pressão financeira sobre famílias e igrejas.
Em 15 de maio, ataques com motocicletas atingiram duas regiões da Nigéria, resultando no sequestro de quase 100 pessoas em escolas. Em Mussa, Borno, cerca de 50 crianças, entre 2 e 5 anos, foram levadas de três escolas, segundo a BBC.
No estado de Oyo, na comunidade de Ahoro-Esinele, duas escolas foram atacadas. Um professor foi morto; o diretor de uma escola e um número não confirmado de alunos foram sequestrados. Estima-se que 40 a 45 pessoas tenham sido capturadas. Entre as instituições afetadas, estão a Baptist Nursery and Primary School, a Community Grammar School e a L.A. Primary School.
Um vídeo divulgado por sequestradores mostra a decapitação de um professor, segundo o jornal Punch. O assessor de mídia do governador informou que soldados enviados à região morreram ao enfrentar artefatos explosivos improvisados deixados pelos extremistas.
Ataques em Borno e o grupo JAS
Outro ponto de violência ocorreu em 12 de maio, quando o Jama’atu Ahlis-Sunna Lidda’Awati Wal-Jihad (JAS), dissidente do Boko Haram, executou pelo menos sete reféns que tentavam fugir de um acampamento na região montanhosa de Borno.
Relatos indicam que as execuções ocorreram diante de outros cativos, em sua maioria mulheres e crianças, com o objetivo de intimidar. O Sahara Reporters informou que o grupo mantém mais de 400 reféns em acampamentos remotos, com condições precárias.
Líderes locais afirmam que as vítimas eram principalmente cristãs, mas a confirmação depende de fontes oficiais. Nas últimas semanas, houve relatos de mortes por fome, abusos e falta de atendimento médico entre os cativos.
Impacto e contexto
Líderes religiosos relatam medo generalizado entre cristãos do Norte do país, afetando atividades religiosas e a frequência a cultos e escolas. Famílias também enfrentam pressão financeira para pagar resgates, levando à venda de bens na tentativa de libertação.
A violência atual reacende preocupações sobre a segurança em áreas dominadas por comunidades cristãs e a proteção de civis em dióspares regionais. Fontes locais aguardam esclarecimentos oficiais sobre a autoria e o número exato de vítimas.
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