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Escolas são caminho para o desemprego de muitos, diz ex-assessor do Labour

Ex-assessor do Labour afirma que escolas criam geração sem trabalho; defende banir redes para menores de dezesseis e reformar a educação para mudar o destino dos jovens

Young people were in a ‘rejection economy’ where they were failed by education, employers and social media companies, Hyman said.
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  • Peter Hyman, ex-assessor de governo, afirma que escolas são um “pipeline” para a abstinência de trabalho entre jovens no Reino Unido e pede ações urgentes.
  • Ele defende banimento das redes sociais para menores de dezesseis anos e reformulação radical da educação para reduzir o grupo de jovens sem trabalho, estudo ou treinamento (Neet).
  • O lançamento de um novo relatório, Inside the Mind of a Young Neet, almeja influenciar políticas públicas e baseia-se em entrevistas com mais de quatrocentos jovens no país.
  • O Reino Unido tem a terceira maior taxa de Neet entre países ricos da Europa, com quase um milhão de jovens nessa situação, o nível mais alto em mais de uma década.
  • O relatório também aponta desafios como pobreza, isolamento, dependência de redes sociais e impacto da pandemia, defendendo hubs de juventude, mais experiências de trabalho e maior flexibilidade para empregadores.

Peter Hyman, ex-assessor de Tony Blair e Keir Starmer, afirma que escolas no Reino Unido funcionam como um pipeline para o desemprego de jovens. O alerta abriu um novo relatório sobre a crise de NEETs (jovens sem educação, emprego ou formação). O estudo já chega com potencial de influenciar políticas públicas.

O relatório Inside the Mind of a Young Neet aponta que o sistema educacional tem falhas estruturais que empurram jovens para a exclusão do mercado de trabalho. Hyman sustenta que a busca por resultados acadêmicos deixou de lado habilidades práticas e apoio psicossocial. O material baseia-se em entrevistas com mais de 400 jovens no país.

A publicação destaca uma geração carente de caminhos claros para formação e emprego. Entre os problemas listados estão pobreza, impactos da Covid-19, isolamento social, dependência de redes sociais e choques econômicos que afetam a empregabilidade. A análise descreve um ambiente em que jovens se sentem abandonados.

O estudo descreve ainda uma chamada para reformas radicais na educação e na política de mídia social. O objetivo é reduzir a chamada “economia de rejeição” e evitar que jovens sejam classificados erroneamente como desmotivados ou incapazes. A proposta envolve hubs para jovens e maior conectividade entre educação, trabalho e comunidade.

Mudanças de tema: crise de jovem no mercado de trabalho

Alan Milburn, ex-ministro do governo Blair, deve publicar um relatório sobre a crise entre jovens e emprego, fortalecendo o debate. Milburn afirmou que o país enfrenta um problema geracional, pior do que a crise financeira de 2008, com impactos na saúde mental e no mercado de trabalho.

O relatório de Hyman também sugere que a sociedade pare de responsabilizar sobretudo os jovens pela falha sistêmica. Segundo o estudo, há necessidade de oferecer opções vocacionais, aumentar a experiência prática e promover maior flexibilidade por parte das empresas para contratação de jovens.

A pesquisa envolveu conversas com jovens que passaram anos sem atividades produtivas, descritos como parte de uma “geração de quarto” ou de quarto círculo escolar. O documento enfatiza que muitos jovens não conseguem obter experiência relevante para vagas de nível inicial.

Não há, no momento, conclusão ou opinião editorial. O texto reporta dados, entrevistas e recomendações para que autoridades avaliem políticas públicas voltadas a NEETs e à saúde mental, com foco em soluções viáveis para a transição educação-emprego.

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