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Alvaro Barrington faz viagem de carro à Bienal de Veneza

Alvaro Barrington viaja de Londres a Veneza com caminhão decorado para a Bienal; exposto no Giardini, veículo tem rodas dianteiras furadas para evitar colisão com o pavilhão austríaco

Artist Alvaro Barrington greets visitors at the Venice Biennale preview
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  • O artista britânico Alvaro Barrington levou um caminhão decorado, resultado de steps de sua obra Labor Day Parade ’91, de Londres até Veneza para a 61ª Bienal de Veneza.
  • O veículo, repleto de referências históricas da arte e cenas ligadas à sua origem, está em exposição no Giardini, ao lado do pavilhão austríaco.
  • Na pré-estreia, o caminhão foi elogiado pela artista Julie Mehretu e pela diretora da Dia Art Foundation, Jessica Morgan.
  • Barrington contou que conduziu o caminhão diretamente de Londres numa viagem pela Europa até a lagoa veneciana.
  • As rodas dianteiras foram furadas para que o caminhão não se mova, evitando que avance para perto da exposição austríaca ou das performances nuas.

Alvaro Barrington apresenta uma obra de intervenção na 61ª Bienal de Veneza, com uma caminhonete decorada que percorre a cidade. A peça faz parte de In Minor Keys e foi levada diretamente de Londres até Veneza, em uma viagem de várias etapas pela Europa.

A unidade móvel, batizada Labor Day Parade ’91, 2026, é um caminhão colorido repleto de referências à trajetória do artista e a referências históricas da arte. A ideia é convidar o público a observar cenas que dialogam com contextos pessoais e coletivos.

Barrington descreveu a jornada como um percurso épico que culmina no Giardini, espaço onde a mostra está instalada. A obra fica ao lado do pavilhão austríaco, região de grande circulação de visitantes durante a previews.

No dia de anteprima, a peça chamou a atenção de nomes do meio, como a artista Julie Mehretu e a diretora da Dia Art Foundation, Jessica Morgan. Eles elogiaram a presença visual da truck e seu potencial de provocar reflexão.

Para evitar riscos, Barrington informou que as rodas dianteiras foram perfuradas, de modo que o caminhão não possa se mover. A medida visa impedir deslocamentos que pudessem envolver o pavilhão austríaco ou interferir no conjunto expositivo.

A instalação combina humor visual e referências históricas, conectando a prática de Barrington a temas de mobilidade, memória e patrimônio. A obra permanece como parte de uma curadoria que mescla formatos distintos da apresentação veneziana.

Detalhes da instalação

A peça permanece como intervenção performativa, destacando o deslocamento do artista entre cidades e continentes. A presença do caminhão amplia o diálogo entre arte contemporânea e espaços expositivos, sem emitir posicionamentos políticos.

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