- Hernan Bas estreia em Ca’ Pesaro, Veneza, a exposição Hernan Bas: The Visitors (7 de maio a 30 de agosto), com mais de trinta pinturas inéditas em instalação imersiva.
- A mostra aborda o turismo de massa, apresentando jovens que encarnam clichés do turista contemporâneo e desfechos como turismo de “dark” e armadilhas de turismo.
- Parte das obras foi produzida durante uma residência em Veneza; a cidade é apresentada como cenário e espelho das questões tratadas.
- A diretora do museu, Elisabetta Barisoni, aponta que as imagens revelam fragilidades de valores históricos e de memória, além de questionar a legitimateza da experiência turística.
- Veneza recebe cerca de trinta milhões de visitantes por ano; a cidade debate a taxação do turismo, com a tarifa anunciada para 2025.
Hernan Bas chega a Veneza com uma nova série que aborda o turismo de massa. A exposição Hernan Bas: The Visitors apresenta mais de 30 pinturas inéditas em uma instalação imersiva. A mostra acontece no Ca’ Pesaro, de 7 de maio a 30 de agosto.
Bas desenvolveu parte das obras durante uma residência na cidade, segundo comunicado da instituição. Veneza, marcada pelo turismo intenso, é apresentada como cenário e espelho das questões tratadas nas pinturas. A curadoria descreve críticas a clichês do turismo.
A série acompanha jovens que encarnam estereótipos do turista contemporâneo, principalmente norte-americanos e europeus. As cenas combinam poses, fotos e disfarces, sugerindo gestos de consumo e performance visual. As obras aparecem conectadas em formato de colagem.
Contexto de turismo em Veneza
A mostra ocorre em meio à pressão do turismo na lagoa. Anualmente, cerca de 30 milhões de visitantes chegam à cidade, que recebe menos de 50 mil moradores. O fluxo elevou custos, deslocamentos e impactos na infraestrutura.
A cidade já adotou medidas para reduzir o impacto, incluindo uma taxação específica para turistas. Dados oficiais indicam que grande parte dos visitantes são excursões de um dia, com efeito limitado na economia local.
Elisabetta Barisoni, diretora do Ca’ Pesaro, comenta que o ciclo de Bas revela a fragilidade de valores históricos frente ao turismo desenfreado. A obra é descrita como crítica à supremacia de imagens de viagem sobre o cotidiano da cidade.
A mostra é apoiada pelas galerias de Bas: Victoria Miro, Lehmann Maupin e Perrotin. Fornece, assim, uma leitura crítica sobre a relação entre memória, cultura e consumo turístico.
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