- O Iphan tombou provisoriamente o prédio que abrigou o DOI-Codi, no Rio de Janeiro, a pedido do Ministério Público Federal.
- O imóvel, localizado nos fundos do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, foi o principal centro de tortura e repressão durante a ditadura militar.
- O MPF aponta modificações arquitetônicas para facilitar crimes, como portas de acesso exclusivo e celas usadas para isolar e torturar presos.
- O tombamento visa preservar a memória do período e impedir demolição ou mudanças que descaracterizem a função original do prédio.
- Em 11 de janeiro de 2025 houve ato de ex-presos políticos em homenagem a Rubens Paiva e a outros 52 mortos ou desaparecidos por ação do DOI-Codi.
O Iphan determinou o tombamento provisório do prédio que abrigou o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) no Rio de Janeiro. A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro.
O imóvel fica nos fundos do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Rua Barão de Mesquita, Tijuca, zona norte. Entre as décadas de 1960 e 1980, o local foi centro de violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.
Segundo o MPF, preservar a estrutura física ajuda a justiça de transição e mantém a memória das vítimas. O documento aponta que o espaço não era apenas um prédio militar, mas símbolo do aparato repressivo do Estado.
Contexto e evidências
A reportagem aponta que o prédio sofreu alterações para facilitar crimes, com portas de acesso exclusivas e celas como a famosa “Maracanã”. Investigação do MPF descreve o local como unidade de inteligência que empregava sequestro e assassinato.
Relatos de ex-presos citam choques elétricos, torturas físicas e prisões sem registro oficial. Depoimentos de militares corroboram a ausência de mandados judiciais para operações, reforçando o caráter clandestino.
O MPF sustenta que o tombamento impede demolição e mudanças que descaracterizem a função histórica. O objetivo é transformar o espaço em memória educativa e de reflexão sobre a democracia.
O processo segue até a inscrição definitiva no Livro do Tombo, assegurando que o patrimônio reflita episódios marcantes da história local e nacional. A memória busca reparação simbólica para vítimas e familiares.
Em 11 de janeiro de 2025, houve um ato de ex-presos políticos em homenagem a Rubens Paiva e a 52 mortos ou desaparecidos ligados ao DOI-Codi.
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