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HRW acusa exército de Ruanda de possíveis crimes de guerra no leste do Congo

HRW acusa Ruanda de crimes de guerra em Uvira, RDC: execuções, violações e desaparecimentos após a tomada da cidade, acusando o país de ocupar a região

Un combatiente del grupo rebelde congoleño M23 supervisa el traslado de militantes wazalendoen Uvira el 15 de diciembre de 2025.
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  • A Human Rights Watch acusa o exército de Ruanda e a milícia M23 de cometimento de crimes de guerra contra civis em Uvira, no leste da República Democrática do Congo, após tomarem a cidade entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
  • O relatório aponta execuções, desaparecimentos forçados, violência sexual e outros abusos, em uma investigação que ouviu mais de 120 testemunhas, autoridades e autoridades da ONU.
  • Em Uvira, pelo menos setenta e quatro civis morreram, oitenta e três ficaram feridos e cerca de duzentas mil pessoas fugiram da cidade, incluindo mais de trinta mil que buscaram refúgio no Burundi.
  • HRW sustenta que os abusos ocorreram após o fim dos combates e que houve violência direcionada, com prisões, execuções e saques, em meio a brutal ocupação pela M23 e forças de Ruanda.
  • A organização ressalta que as ações violam leis humanitárias internacionais e cobra responsabilização dos commandantes e autoridades que ordenaram ou facilitaram os crimes.

A Human Rights Watch (HRW) acusa tropas de Ruanda e a milícia M23 de cometem possíveis crimes de guerra em Uvira, cidade da RDC. A investigação abrange dezembro de 2025 a janeiro de 2026, após a tomada da cidade pelas forças ruandesas e pelo M23.

Segundo o relatório, civis foram assassinados, houve desaparecimentos forçados e violência sexual durante a ocupação de Uvira, em plena ofensiva para expandir o controle na região leste do Congo. A ONU e autoridades locais também participaram das entrevistas.

O estudo baseia-se em mais de 120 entrevistas com testemunhas, autoridades e sobreviventes. Descreve execuções, prisões arbitrárias e violência sistemática contra homens, mulheres e crianças.

Para a HRW, a violência não foi dano colateral de combate, mas ações deliberadas após o confronto. As forças congolesas e os grupos locais já haviam se retirado, enquanto os ataques continuavam.

A reportagem aponta também que o M23 tem imposto um regime de medo sobre a população de Uvira e de áreas ocupadas, com apoio logístico de Ruanda, conforme a organização. A HRW observa padrões de violência repetidos.

O ataque a Uvira começou em 10 de dezembro de 2025, quando o M23 e as forças ruandesas capturaram a cidade com quase 800 mil habitantes, na província de Kivu do Sul. A ofensiva integrou uma estratégia de controle regional.

No contexto, a HRW releva abusos anteriores de 2025, após a tomada de Goma e Bukavu. A organização aponta violação generalizada de direitos humanos envolvendo o M23 e Ruanda, além de ações do exército congoleño.

Ruanda e o M23 não responderam aos contatos da HRW. A entidade afirma que nomes de comandantes do M23 participaram de operações em Uvira, e que autoridades ruandesas podem ser consideradas cúmplices de crimes de guerra.

A HRW ressalta que instrumentos internacionais de direito humanitário proíbem execuções sumárias, detenções arbitrárias, violência sexual e recrutamento ilegal, crimes já documentados na cidade.

A organização lembra que Ruanda tem fornecido apoio ao M23 desde 2022, com tropas deslocadas ao leste do Congo em 2025. O controle de Ruanda sobre a milícia é visto como fator de responsabilidade pelos abusos.

As investigações citam nomes de lideranças do M23 associadas às ações em Uvira, além de referências a dirigentes ruandeses cujas ações podem ser examinadas em eventuais processos judiciais.

Nesta linha, a HRW aponta que a captura de Uvira ocorreu após acordos de paz entre RDC e Ruanda, mediadas pelos EUA. A empresa diplomática citada gerou controvérsia quanto à credibilidade dos compromissos.

O relatório de HRW cita evidências de execuções, violência sexual e testes de lealdade com base na etnia, além de recrutamento forçado e deslocamentos forçados de civis para Ruanda.

A HRW registra casos de violência sexual repetida, com relatos de ataque armado a casas, prisões de homens acusados de wazalendo e assassinatos diretos, acompanhados de violência contra mulheres e crianças.

Relatos de vítimas descrevem ataques como entradas forçadas em domicílios, acusações de ligação com wazalendo e execuções sumárias, bem como desfechos trágicos para famílias inteiras.

Fontes da HRW citam casos de violência sexual cometidos por forças ruandesas e do M23, com testemunhos detalhados sobre ameaças, uso de pistolas e ferimentos graves em sobreviventes.

O uso de violência sexual como arma de guerra é destacado como prática recorrente no leste do Congo, com centenas de milhar de casos relatados no período, incluindo ocorrências em Uvira.

Testemunhos relatam que hospitais da região têm atendimento limitado para vítimas de violência sexual, dificultando acesso a tratamentos e a profilaxia de HIV, em meio a cortes de ajuda humanitária.

O relatório também comenta que cortes de ajuda humanitária, em parte provocados por mudanças na política externa de governos estrangeiros, impactaram a resposta médica a essas vítimas.

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