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Dino critica bets e big techs em julgamento sobre redes sociais

Dino defende ampliar responsabilidade das plataformas e critica impacto de bets e big techs na sociedade, citando vício em dopamina

Dino defendeu a responsabilização de big techs e disse que a liberdade não pode servir de justificativa para práticas prejudiciais. (Foto: Victor Piemonte/STF)
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  • STF julga nove embargos de declaração sobre a regulação das big techs, com relatoria do ministro Dias Toffoli.
  • O ministro Flávio Dino criticou o impacto das bets e das plataformas digitais na sociedade e destacou que a liberdade não pode justificar prejuízos sociais, citando o “vício em dopamina”.
  • Dino divergiu de Toffoli ao incluir o ilícito civil na tese, além dos crimes contra a honra; ele argumenta que o ilícito civil não configura injúria, calúnia ou difamação e é raríssimo.
  • A divergência também envolveu a definição de “mecanismos artificiais de disseminação inorgânica de conteúdos ilícitos”; Dino aponta que a responsabilidade pode ocorrer se esses mecanismos forem destinados a manipular o debate público.
  • No final, Toffoli acolheu as sugestões apresentadas por Dino.

O ministro do STF Flávio Dino criticou, nesta quinta-feira 11, o impacto das bets e das plataformas digitais na sociedade durante o julgamento de recursos que discutem a responsabilização das redes por conteúdos ilícitos publicados por usuários. Ao analisar ajustes na tese, ele afirmou que a liberdade prevista na lei não pode justificar práticas que causem prejuízos sociais, citando o aumento do “vício em dopamina”.

Dino argumentou que a responsabilidade deve ser ampliada para evitar que a suposta liberdade sirva de defesa para vícios presentes hoje, como as apostas e conteúdos que exploram a gratificação imediata. Segundo ele, bets consomem energia material do povo e as big techs drenam a energia espiritual das pessoas.

O julgamento envolve nove embargos de declaração contra a regulação das big techs, todos sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O ministro divergiu do relator quanto à inclusão do ilícito civil na tese, além dos crimes contra a honra já previstos.

Outra controvérsia tratou da definição de mecanismos artificiais de disseminação de conteúdos ilícitos na tese. Toffoli sugeriu que a responsabilidade recaísse quando esses mecanismos visassem à manipulação do debate público.

Ao fim da discussão sobre esses pontos, Toffoli acolheu as sugestões apresentadas por Dino, mantendo o foco no equilíbrio entre liberdade de expressão e responsabilização por danos decorrentes de conteúdos.

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