- Australia passa a integrar a aliança de minerais críticos do G7, conforme anúncio do primeiro-ministro canadense Mark Carney, durante visita à Austrália.
- Os dois países firmaram uma série de acordos sobre minerais críticos, reforçando a cooperação entre democracias em busca de cadeias de suprimento mais diversificadas.
- Juntos, Austrália e Canadá respondem por cerca de um terço do lítio e do urânio globais, além de mais de quarenta por cento do minério de ferro.
- Canadá defende que a melhor forma de reduzir a concentração de fornecimento é por meio de uma aliança de produção ou de um clube de compradores, não apenas de um piso de preços.
- Austrália já destinou recursos para construir uma reserva estratégica de minerais críticos, começando por antimônio e galínio, como parte da cooperação prevista em áreas como defesa, segurança marítima, comércio e inteligência artificial.
Australia assina acordos sobre minerais críticos e recebe participação na aliança do G7, segundo o primeiro-ministro canadense Mark Carney, em Sydney nesta quarta-feira. O ato ocorreu durante a visita de Carney ao país, com o objetivo de diversificar as cadeias de suprimento.
Os dois países produzem cerca de um terço do lítio e do urânio globais, além de mais de 40% do minério de ferro, configurando uma base estratégica para uma aliança em minerais críticos. Carney informou em discurso parlamentar que a assinatura inclui a entrada da Austrália na maior coalizão de reservas minerais democráticas do mundo.
A delegação canadense defende a criação de uma aliança de produção ou de um clube de compradores como abordagem para enfrentar a concentração de oferta, segundo a explicação de Tim Hodgson à Reuters.
A Austrália já destinou recursos para constituir um estoque estratégico de minerais críticos, iniciando com antimônio e gálio, conforme anúncio feito no decorrer da visita.
Carney realiza uma viagem de três dias pela região Ásia-Pacífico, com paradas no Japão e na Índia. O objetivo é ampliar relações entre as duas potências “de médio porte”, fortalecendo cooperação em defesa, segurança marítima, comércio e inteligência artificial, conforme informado pelo gabinete dele.
Cooperação e próximos passos
Além de minerais críticos, Canberra e Ottawa pretendem aprofundar cooperação em defesa, segurança marítima, comércio e IA, conforme o planejamento comunicado antes da visita. Fontes oficiais indicam que os acordos visam fortalecer cadeias de suprimento democráticas na região.
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