- Casabianca, casa-vila de 1930 em Como, abre como hotel- hub de arte, com três suítes no andar superior e cerca de cinquenta obras da coleção de arte italiana do pós-guerra já abertas ao público (entrada a quinze euros).
- A família De Santis, moradores de longa data de Como, revitalizou patrimônios locais, como o Grand Hotel Tremezzo e Passalacqua; Casabianca é o novo projeto que combina hospedagem e arte.
- A coleção traz parte significativa da Arte Povera, com artistas como Boetti, Merz, Paolini, Calzolari, Kounellis e Zorio; há um trabalho-site Habitat de Paolini ligando Casabianca à Villa Mondolfo.
- Entre obras em Casabianca estão Paete, de Anselm Kiefer, e o neón Si ballava e ancora si sperava, de Alfredo Jaar; também há fotografia de Marina Abramović.
- O objetivo é oferecer a experiência de viver com arte em casa, permitindo que visitantes apreciem as obras de forma tranquila, sem curadoria formal.
Casabianca, um hotel-hub de arte, abre na villa Casabianca, às margens do Lago de Como. A casa abriga três gerações da família De Santis e uma coleção de arte italiana pós-guerra em um cenário doméstico. O lançamento inclui suítes privativas no último andar, com inauguração prevista ainda neste ano.
A coleção privilegia Arte Povera, com obras de Boetti, Merz, Paolini, Calzolari, Kounellis e Zorio. Também estão presentes trabalhos de Massimo Bartolini, Paolini e peças site-specific que conectam Casabianca a Villa Mondolfo. O acervo é apresentado sem curadoria formal, em ambiente residencial.
Os De Santis são reconhecidos no setor hoteleiro de Como, responsáveis pelo Grand Hotel Tremezzo e pelo Passalacqua, este último aberto em 1787. Casabianca soma ao portfólio a ambição de unir moradia, arte e hospitalidade em uma experiência integrada para visitantes.
Arte encontra design
Casabianca exibe tapetes de Gio Ponti, móveis de Paolo Buffa e luminárias Taliesin de Frank Lloyd Wright, reforçando a leitura entre arte e mobiliário histórico. Parte das peças vem de feiras de vintage, com itens reproduzidos para manter o clima da época.
A casa também funciona como espaço de convivência: visitantes podem sentar, pegar um livro e apreciar a obra em tom menos museal. Antonella De Santis destaca a proposta de “viver com arte” em uma casa bonita que convida à pausa.
Conexões e parcerias
Entre as obras, destacam-se a instalação Habitat de Paolini (2025) e o bronze Bonsai Trees & Roots de Su-Mei Tse, além de uma neon de Alfredo Jaar sobre esperança e memória. Uma fotografia de Marina Abramović integra a mostra, sem curadoria formal.
A parceria com a patisserie milanesa Cova amplia o serviço de alimentação, disponível no restaurante e bar de Casabianca, com opção de cafés, panquecas e tramezzini ao longo do dia. Casabianca oferece, assim, uma experiência de gosto e arte sob o mesmo teto.
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