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Nova comissão de Pedro Reyes no LACMA gera críticas no México

Tlali, de Pedro Reyes no Lacma, atrai críticas no México por possível reprise de obra rejeitada em 2021 e acusações de colonialismo e estereótipos

Pedro Reyes's *Tlali* (2026) installed in the Geffen Plaza at the new David Geffen Galleries building at the Los Angeles County Museum of Art
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  • Pedro Reyes lançou Tlali (2026), uma estátua de quarenta centímetros de altura inspirada nos Olmecas, instalada na área externa do novo prédio das Galerias David Geffen, no Lacma, e integrada à coleção permanente.
  • A obra gerou reação no México, com uma carta aberta de quase oitenta figuras culturais, que acusa o trabalho de reavivar uma peça rejeitada em 2021 para substituir a estátua de Cristóvão Colombo no Paseo de la Reforma.
  • O projeto anterior, chamado Tlalli, envolvia abandonar a estátua colonial para representar mulheres indígenas, mas recebeu oposição de mais de trezentas pessoas e grupos culturais e acabou cancelado.
  • Críticos argumentam que o novo pendant de Reyes repete erros do projeto de 2021, ao associar a figura a estereótipos indígenas e a uma narrativa nacionalista de época.
  • Em 2022, ativistas feministas transformaram o local da antiga estátua em um “anti-monumento” chamado Glorieta de las Mujeres que Luchan, dedicado à luta contra a violência de gênero.

Pedro Reyes lançou a escultura Tlali (2026), uma peça Olmeca inspirada em pedra vulcânica, com quatro metros de altura, instalada na fachada externa do novo prédio David Geffen Galleries, no Lacma. A obra integra o acervo permanente do museu.

Críticos no México contestam a escolha, afirmando que Tlali reproduz uma peça já rejeitada em 2021 para substituir a estátua de Cristóvão Colombo na Cidade do México. O manifesto foi assinado por quase 80 personalidades do setor cultural.

O histórico envolve Tlalli, primeira versão ligada ao debate público sobre monumentos. Em 2021, autoridades abriram mão de reinstallar o Colombo e anunciaram a substituição por uma estátua de mulheres indígenas. A contestação reuniu mais de 300 vozes contrárias.

A carta de 23 de abril, publicada pelo Cubo Blanco, afirma que o novo projeto pode soar como uma reedição de estratégias de identidade nacional utilizadas no século XIX, com conotações neoindigenistas. Também aponta mudanças de título e de linguagem para Anglo‑falantes.

Em México, ativistas feministas transformaram o local do antigo Colombo no espaço Glorieta de las Mujeres que Luchan, uma resposta pública à violência de gênero. A estátua buscava simbolizar resistência, mas já havia recebido avisos de remoção por autoridades.

Signatários do documento mexicano afirmam que a comissão de Reyes reproduz estereótipos indígenas e perpetua uma narrativa colonial. A crítica sustenta que retirar o foco do símbolo feminista enfraquece a luta social associada ao local.

Comentários de especialistas citados no material destacam a importância de museus considerar contextos sociais, identidades e poder simbólico na representação de mulheres e povos indígenas. O debate envolve memória, patrimônio e políticas públicas de identidade cultural.

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