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Fotógrafa britânica Julia Margaret Cameron ganha placa azul em Londres

Placa azul em Londres homenageia Julia Margaret Cameron, fotógrafa pioneira que revelou a alma de retratos de Tennyson, Darwin e outros contemporâneos

Julia Margaret Cameron, photographed by her son, Henry Herschel Hay Cameron, around 1870
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  • Uma placa azul foi inaugurada na casa de 10 Chesham Place, Belgravia, em Londres, para homenagear a fotógrafa pioneira Julia Margaret Cameron.
  • Cameron começou a fotografar aos 49 anos, em dezembro de 1863, e realizou retratos de figuras como Alfred Tennyson, Charles Darwin e Thomas Carlyle, além de registrar sua família, empregados e vizinhos.
  • Ela assegurou direitos autorais de suas obras, realizou uma exposição individual no Museu Britânico, vendeu oitenta fotografias e ganhou um espaço de estúdio no Victoria and Albert Museum.
  • Foi membro de sociedades fotográficas e recebeu menção honrosa na Exposição Universal de Paris de 1867.
  • A carreira dela foi breve: em 1875 mudou-se para Ceilão e morreu em 1879, deixando um legado que influenciou gerações de fotógrafos.

A placa azul foi inaugurada na casa de Julia Margaret Cameron, em 10 Chesham Place, Belgravia, Londres. A homenagem destaca a fotógrafa britânica que começou a trabalhar aos 48 anos, tornando-se referência por retratos de Tennyson, Darwin e Carlyle, além de registrar familiares e vizinhos em obras com apelo quase mítico.

A cerimônia contou com descendentes diretos, incluindo a bisneta musical Jules Cameron, a bisneta Jasmine van den Bogaerde (Birdy) e o sobrinho-neto artista Julian Bell. Também estiveram presentes parentes do grupo Bloomsbury, entre eles Vanessa Bell e Virginia Woolf, conectando Cameron a uma rede artística.

Antes da abertura, especialistas explicaram que Chesham Place representa o início de sua trajetória londrina. A casa, possivelmente alugada por pouco tempo, permaneceu marcada pela transição entre as atividades em Sri Lanka e o reconhecimento em Londres, impulsionando sua carreira fotográfica.

A carreira de Cameron ganhou visibilidade com registros pela Inglaterra e outras nações. Ela soltou-se como fotógrafa profissional, registrou direitos autorais de suas obras, realizou uma exposição individual no British Museum e abriu estúdio próprio no V&A. Recebeu prêmios em sociedades fotográficas de Londres e da Escócia.

Após viagens a Ceylon em 1875, Cameron continuou a fotografar, mas houve uma redução de produção nos últimos anos. Ela faleceu em Ceylon em 1879, acompanhada pela família, deixando um legado que influenciou gerações de fotógrafos.

Para especialistas, a escolha de Chesham Place reforça a ideia de que o local marcou o início de uma jornada que redefiniu o meio fotográfico, conectando Cameron a uma tradição experimental e de busca pela expressão humana.

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