- Joan Mitchell, Plain (1989), será leiloada pela Phillips em Nova York, no Modern & Contemporary Art Evening Sale, em 19 de maio, com lance estimado entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões; a obra vem de Tina Hills, falecida aos 103 anos, e teve origem na Robert Miller Gallery de Nova York.
- Donald Judd, Untitled (Stack) (1969), lidera a Post‑War and Contemporary Art Evening Sale da Christie’s, em Nova York, no dia 20 de maio, com estimativa entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões; a peça é uma pilha vertical de blocos de cobre e Plexiglas vermelho, rara e em mãos privadas.
- Jean‑Michel Basquiat, Museum Security (Broadway Meltdown) (1983), consta no The Now & Contemporary Evening Auction da Sotheby’s, em Nova York, em 14 de maio, com estimativa superior a US$ 45 milhões.
- Mark Rothko, Brown and Blacks in Reds (1957), integra o leilão Robert Mnuchin: Collector at Heart da Sotheby’s, em Nova York, 14 de maio, com estimativa entre US$ 70 milhões e US$ 100 milhões.
- As casas envolvidas nessa rodada são Phillips (19 de maio), Christie’s (20 de maio) e Sotheby’s (14 de maio), destacando obras significativas da temporada de primavera.
A joalheria de obras modernas domina o calendário de leilões de maio, com foco em nomes como Joan Mitchell, Donald Judd, Basquiat e Rothko. As casas de leilões destacam peças de alto valor de museus e coleções particulares, com lances estimados entre milhões de dólares. O fato relevante é a presença de trabalhos de grande relevância histórica e curadoria de coleções importantes.
Analistas apontam que o interesse em diptychs tardios de Mitchell cresce, assim como peças-chave de Judd em vinco de cobre e Plexiglas. Basquiat retorna à discussão global com uma tela monumental de 1983, enquanto Rothko figura com uma obra monumental da década de 1950.
A cobertura desta rodada ressalta o peso de cada lote no mercado, a evolução de valores e o lugar de cada artista no cânone contemporâneo. As peças foram adquiridas ao longo de décadas por colecionadores influentes, reafirmando a persistência do interesse institucional e privado no mercado de arte.
Joan Mitchell, Plain (1989)
O díptico Plain, de Joan Mitchell, está marcado para a Modern & Contemporary Art Evening Sale da Phillips, em Nova York, em 19 de maio. A estimativa é de 5 a 7 milhões de dólares. A obra veio de uma galeria de Nova York e permaneceu em coleção privada desde 1989.
O díptico pertence à fase final da carreira da artista e foi originalmente adquirido em outubro de 1989, dois dias após a inauguração de sua primeira grande mostra na Robert Miller Gallery. A atual proprietária é Tina Hills, figura central na cena artística de Miami, falecida no ano passado aos 103 anos.
Donald Judd, Untitled (Stack) (1969)
A peça inaugura a Andrew spring sale da Christie’s, em Nova York, no dia 20 de maio. A estimativa fica entre 10 e 15 milhões de dólares. O conjunto vertical apresenta dez blocos em cobre e Plexiglas vermelho, uma combinação rara e cobiçada.
Segundo a casa, é o único exemplo remanescente em mãos privadas dessa configuração de stack. A obra remonta ao auge da produção de Judd, associada a uma residência em Philadelphia pertencente à família McNeil, proprietária de uma das maiores coleções de arte minimalista. A venda pode superar o recorde do artista, fixado em 2013.
Jean-Michel Basquiat, Museum Security (Broadway Meltdown) (1983)
Na Now & Contemporary Evening Auction da Sotheby’s, em Nova York, o leilão ocorreu em 14 de maio. A peça tem estimativa superior a 45 milhões de dólares. Criada em 1983, a obra faz parte de uma série de 12 canvases monumentais produzidos na época em Los Angeles.
A obra já integrou empréstimos de destaque, tendo ficado na Fondation Beyeler por cinco anos a partir de 2013 e participado da retrospectiva de Basquiat na Fondation Louis Vuitton, em Paris, em 2018. Sua última venda foi em 2013, pelo equivalente a 9,3 milhões de libras com taxas.
Mark Rothko, Brown and Blacks in Reds (1957)
A obra integra o leilão dedicado à coleção do falecido negociante Robert Mnuchin, na Sotheby’s, em Nova York, também em 14 de maio. A estimativa está entre 70 e 100 milhões de dólares. O quadro mede quase oito pés de altura e pertence a uma das séries mais significativas de 1957.
A peça está associada ao desenvolvimento dos Murais Seagram de Rothko e já foi exibida em grandes mostras, incluindo a retrospectiva na Fondation Louis Vuitton, em 2023. Mantida na coleção Mnuchin há mais de duas décadas, é destaque entre as obras apresentadas.
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