- Chris Farrell, 65, continuou a receber o benefício de cuidador por seis meses após a morte do marido, gerando dívidas potenciais de mais de £ 1.300.
- O pensionista havia solicitado diversas vezes que o DWP parasse o pagamento, mas o benefício de £ 86,45 por semana permaneceu.
- O Guardian informou autoridades, e o DWP disse que vai cancelar o pagamento em excesso, isentando Farrell de devolver o dinheiro recebido por erro oficial.
- A notícia também traz outros casos de cuidadores que não conseguiram interromper os pagamentos, mesmo informando mudanças de circunstâncias.
- A Carers UK aponta falhas sistêmicas do DWP e cobra ações para evitar novos encargos, com casos envolvendo cifras que chegam a milhares de libras.
Chris Farrell, morador de Gloucestershire, recebeu por seis meses o benefício de cuidador mesmo após a morte de seu marido, o que pode ter deixado o casal com dívidas superiores a £1.300. O caso foi revelado após a DWP ser informada repetidamente sobre a necessidade de interromper os pagamentos.
O rote de pagamentos continuou apesar de Farrell ter solicitado diversas vezes a suspensão do benefício de £86,45 por semana. Ele afirma ter ficado angustiado com o montante que entrava em sua conta e temeu sofrer sanções por ações que dizia ter cumprido.
A DWP informou que irá cancelar o superpagamento, o que significa que Farrell não precisará devolver os valores recebidos a título de erro oficial. A instituição reconheceu o ocorrido após a imprensa levar o caso aos seus cuidados.
Falhas sistêmicas e impactos para cuidadores
A Guardian aponta outros casos em que cuidadores não conseguiram interromper os pagamentos mesmo após comunicar que não estavam mais cuidando. Pelo menos cinco situações já foram identificadas pela Carers UK.
Um cuidador acumula mais de £2.000 em pagamentos indevidos desde que a mãe dele entrou em uma casa de repouso. Ele disse ter tentado cancelar por telefone e por formulário online sem sucesso.
Outra cuidadora acumula mais de £2.650 em sobrepagamentos após informar há mais de um ano que assumiu um novo contrato de trabalho e não era mais elegível ao benefício. A DWP não teria agido a tempo.
Um homem, que cuida do pai e ficou desempregado, informou repetidamente que não precisava mais do benefício após conseguir um novo emprego, mas os pagamentos continuaram por meses.
Contexto e próximos passos
A Carers UK alerta que falhas nos sistemas da DWP dificultam a formalização de mudanças de circunstâncias, expondo cuidadores a dívidas e a penalidades. A organização destaca o estresse emocional causado pela continuidade de pagamentos indevidos.
A diretora executiva da Carers UK, Helen Walker, pediu ações mais claras da DWP para evitar dúvidas sobre o eventual ressarcimento e o momento de início de cobranças. Em resposta, a DWP afirmou que, uma vez relatada a mudança, as responsabilidades do cuidador são encerradas e os pagamentos indevidos podem ser cancelados como erro oficial.
A DWP também informou que pretende promover mudanças para tornar o benefício mais simples e justo para cuidadores como Farrell, que atuam de forma dedicada em benefício da sociedade.
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