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Israel e EUA atacaram quase 400 unidades de saúde no Líbano e no Irã

Israel e EUA violam o direito humanitário ao bombardear quase 400 unidades de saúde no Líbano e no Irã, ampliando mortalidade e sobrecarregando o sistema de saúde

Teerã, 24/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Tehran's Gandi Hospital in the aftermath of US Israeli airstrikes 2. Foto: Hossein Zohrevand/Press TV
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  • Desde 2 de março, Israel tem bombardado unidades de saúde no Líbano, atingindo 70 estabelecimentos; 42 profissionais foram mortos e 119 ficaram feridos, com cinco hospitais fechados e 54 unidades básicas de saúde desativadas.
  • No Irã, ataques causaram danos a 313 centros médicos, hospitais, ambulâncias ou equipamentos; 23 profissionais da saúde teriam morrido, segundo o ministério da Saúde iraniano, com a Crescente Vermelho Iraniana apontando 281 centros atingidos e 94 ambulâncias afetadas.
  • A Anistia Internacional acusa falta de provas para as acusações de uso militar de serviços de saúde e lembra incidentes anteriores; a OMS confirma o impacto sobre o sistema de saúde no Líbano, que atende milhares de feridos.
  • Na região de Gaza, a OMS registrou 931 ataques a unidades de saúde desde 7 de outubro de 2023, além de ataques a equipamentos, com 991 profissionais de saúde mortos e outros dois mil feridos; Israel sustenta ter evitado ataques a civis, ressaltando avisos prévios.
  • Especialista Anwar Assi afirma que o alto número de ataques contra saúde no Líbano e no Irã indicaria estratégia deliberada, não apenas efeito colateral, para pressionar civis e pressionar mudanças políticas.

No Líbano, ataques de Israel contra unidades de saúde provocaram danos significativos em 70 estabelecimentos desde 2 de março. O balanço, divulgado pelo Ministério da Saúde libanês nesta terça-feira, aponta aumento de 52 atendimentos desde duas semanas atrás, quando eram 18.

Além disso, dois paramédicos foram mortos em Nabatieh após um ataque a um comboio de motocicletas. As autoridades locais relatam que 42 profissionais morreram e 119 ficaram feridos em ataques a serviços de saúde no país. Cinco hospitais foram fechados e várias unidades sofreram danos parciais.

A Força de Defesa de Israel acusa o Hezbollah de uso militar de ambulâncias e instalações médicas, prometendo ação contra o grupo. A Anistia Internacional contesta as acusações, destacando a falta de provas e lembrando eventos de 2024 no Líbano.

No Irã, o Ministério da Saúde informou que ataques de Israel e dos EUA danificaram 313 centros médicos, hospitais, ambulâncias e equipamentos de saúde. O número de profissionais da saúde mortos no país é 23, segundo fontes oficiais. A Cruz Vermelha Iraniana afirma 281 instalações atingidas.

A OMS confirma pressão sobre o sistema de saúde iraniano, com 20 unidades de saúde atingidas até 18 de março e 9 mortes associadas. Os EUA negam ataques a instalações civis no Irã, com menção de possíveis efeitos colaterais durante combates.

Anwar Assi, geopolítico, afirma que o elevado índice de danos sugere estratégia deliberada, não acaso. Segundo ele, ataques visam pressionar civis e dificultar apoio à população, contribuindo para pressões políticas regionais.

Na Faixa de Gaza, a OMS registra 931 ataques a unidades de saúde desde 7 de outubro de 2023, com 991 profissionais mortos e quase 2 mil feridos. As acusações de uso de hospitais como escudos são negadas pelo Hamas e contestadas por autoridades israelenses.

O órgão humanitário indica que ataques a prédios ao redor de grandes hospitais também prejudicam o atendimento, levando à evacuação de pacientes. O conflito continua, ampliando a pressão sobre redes hospitalares em vários países da região.

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